São Leopoldo Mandic - Faculdade de Medicina (SP) — Prova 2025
Qual é a consideração mais importante na avaliação de uma fístula arteriovenosa para hemodiálise que apresenta baixo fluxo?
Baixo fluxo em FAV → suspeitar estenose → investigar com Doppler e tratar.
O baixo fluxo em uma fístula arteriovenosa é um sinal de disfunção iminente, sendo a estenose a causa mais comum. A ultrassonografia Doppler é o método de escolha para identificar estenoses e guiar a intervenção, que deve ser realizada prontamente para preservar o acesso.
A fístula arteriovenosa (FAV) é o acesso vascular preferencial para hemodiálise devido à sua durabilidade e menor taxa de complicações. No entanto, a disfunção da FAV, manifestada por baixo fluxo, é uma complicação comum que pode comprometer a eficácia da diálise e a sobrevida do acesso. A fisiopatologia do baixo fluxo frequentemente envolve o desenvolvimento de estenoses, geralmente na anastomose ou nas veias de drenagem, devido à hiperplasia intimal. A suspeita clínica surge com alterações no frêmito, dificuldade de punção ou baixo fluxo durante a diálise. O diagnóstico é confirmado por ultrassonografia Doppler, que permite localizar e quantificar a estenose. O tratamento precoce das estenoses é fundamental para preservar a FAV. A angioplastia transluminal percutânea com balão é a intervenção de escolha, com altas taxas de sucesso. A falha em tratar a estenose pode levar à trombose da fístula e à necessidade de um novo acesso, o que é um desafio para pacientes renais crônicos.
Sinais de disfunção incluem redução do frêmito ou sopro, dificuldade na punção, tempo de sangramento prolongado pós-diálise, edema do membro, e baixo fluxo na máquina de diálise durante a sessão.
A ultrassonografia Doppler permite visualizar a anatomia vascular, medir fluxos, identificar estenoses, tromboses e aneurismas, fornecendo informações cruciais para o diagnóstico e planejamento do tratamento da disfunção da FAV.
A angioplastia com balão (com ou sem stent) é a principal modalidade de tratamento para estenoses em FAVs. Em casos selecionados, a cirurgia de revisão ou criação de um novo acesso podem ser necessárias.
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