FAMERP/HB - Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto - Hospital de Base (SP) — Prova 2023
Mulher, 50 anos, com peso de 110 kg e altura de 1,60, sendo seu IMC= 43 Kg/m², com diagnóstico de sobrepeso grau III. Foi submetido a cirurgia redutora de estômago e recebeu alta hospitalar. Retornou no 4º dia do pós-operatório, quando foi diagnosticado fístula da anastomose esôfago gástrica. Realizada cirurgia com sutura da fístula, porém evoluiu com peritonite e septicemia, falecendo 11 dias depois no hospital onde estava internada.
Fístula anastomótica pós-bariátrica → peritonite e sepse → alta mortalidade.
Fístulas anastomóticas são complicações graves da cirurgia bariátrica, com risco elevado de peritonite e sepse. O diagnóstico precoce e a intervenção são cruciais para tentar evitar desfechos fatais, como o óbito do paciente.
A cirurgia bariátrica é um tratamento eficaz para obesidade mórbida, mas não isenta de riscos. A fístula anastomótica é uma das complicações mais temidas, com incidência variável e alta morbimortalidade. Sua ocorrência exige reconhecimento rápido e manejo agressivo para evitar desfechos catastróficos, como o caso clínico apresentado. A fisiopatologia da fístula envolve falha na cicatrização da anastomose, seja por isquemia, tensão excessiva, infecção ou deficiência nutricional. O diagnóstico é desafiador, pois os sintomas podem ser inespecíficos no início, evoluindo para um quadro de peritonite e sepse. A suspeita clínica é fundamental, complementada por exames de imagem para confirmação. O tratamento varia desde manejo conservador com drenagem e suporte nutricional até reintervenção cirúrgica para reparo ou derivação. A prevenção envolve técnica cirúrgica apurada, otimização do estado nutricional pré-operatório e controle rigoroso de comorbidades, visando minimizar os fatores de risco para essa complicação grave.
Sinais incluem taquicardia persistente, dor abdominal desproporcional à cirurgia, febre, leucocitose e instabilidade hemodinâmica, mesmo com exames de imagem iniciais negativos. A suspeita clínica é fundamental.
A conduta inicial envolve estabilização hemodinâmica, antibioticoterapia de amplo espectro, jejum, suporte nutricional e investigação diagnóstica com exames de imagem como tomografia computadorizada com contraste oral e venoso ou esofagograma.
As principais complicações são peritonite, sepse, formação de abscessos intra-abdominais, falência de múltiplos órgãos e, em casos graves, óbito, devido à resposta inflamatória sistêmica descontrolada.
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