UNESC - Centro Universitário do Espírito Santo — Prova 2025
A fístula anastomótica é uma das complicações mais temidas e graves após uma esofagectomia, ocorrendo quando há uma falha na cicatrização da anastomose. Essa complicação pode levar à sepse, mediastinite, abscessos, pneumonia e até morte. Sabendo-se que o risco de fístula anastomótica pode ser minimizado por diversas abordagens intraoperatórias e pósoperatórias, assinale a alternativa correta com relação às técnicas e estratégias mencionadas para reduzir o risco de complicações anastomóticas:
Angiografia fluorescente intraoperatória (ICG) → Avalia microcirculação e reduz risco de fístula em esofagectomias.
A viabilidade do conduto gástrico é crucial para o sucesso da anastomose; tecnologias como a fluorescência com verde de indocianina permitem identificar áreas de hipóxia não visíveis a olho nu.
A fístula anastomótica é a complicação mais grave da esofagectomia, com mortalidade que pode chegar a 20-30% se não manejada precocemente. A reconstrução do trânsito geralmente utiliza o estômago (tubo gástrico), cuja vascularização depende quase exclusivamente da artéria gástrica direita e artérias gastroepiploicas após a mobilização. A introdução de tecnologias de imagem intraoperatória, como a fluorescência por ICG, representa um avanço na cirurgia de precisão. Ela permite que o cirurgião ajuste o local da anastomose ou mude a estratégia cirúrgica se a perfusão for inadequada. Além da técnica, o manejo pós-operatório com jejum enteral precoce e controle rigoroso da volemia são pilares para o sucesso da cicatrização anastomótica.
A angiografia com verde de indocianina (ICG) permite a avaliação objetiva da perfusão tecidual em tempo real. Durante a esofagectomia, o cirurgião pode visualizar a microcirculação do tubo gástrico e identificar o ponto exato onde a perfusão começa a declinar. Ao realizar a anastomose em uma área com fluorescência exuberante, o risco de isquemia e subsequente deiscência é significativamente reduzido.
A etiologia é multifatorial, mas a isquemia do conduto gástrico (especialmente no fundo gástrico, que se torna o topo da anastomose) é o fator principal. Outros fatores incluem tensão excessiva na linha de sutura, técnica cirúrgica inadequada, desnutrição do paciente, diabetes e tabagismo.
Além da angiografia fluorescente, existem o Doppler intraoperatório e a oximetria tecidual. No entanto, o ICG tem ganhado destaque por ser uma técnica não invasiva, de fácil interpretação visual e que fornece um mapeamento geográfico claro da vascularização de todo o conduto, sendo superior à avaliação pontual do Doppler.
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