HPEV - Hospital Professor Edmundo Vasconcelos (SP) — Prova 2021
Paciente com diagnóstico de adenocarcinoma de cólon direito (estadio II) submetido a colectomia direita, com ileotransverso anastomose em dois planos. No 5° dia de pós operatório, o residente de cirurgia suspeita de fístula. Qual das seguintes alterações clínicas encontradas no caso sugere tal complicação?
Taquicardia inexplicada no pós-operatório → sinal precoce e sensível de fístula anastomótica ou sepse.
A taquicardia persistente e desproporcional à dor ou febre é um dos indicadores mais precoces de uma complicação intra-abdominal grave, como uma fístula anastomótica, que pode evoluir para sepse. Sua detecção precoce é crucial para intervenção.
A fístula anastomótica é uma das complicações mais temidas na cirurgia colorretal, com morbimortalidade significativa. Sua incidência varia, mas o diagnóstico precoce é fundamental para o prognóstico. O reconhecimento dos sinais e sintomas é crucial para residentes e cirurgiões. Fisiopatologicamente, a fístula resulta de uma deiscência da anastomose, levando ao extravasamento de conteúdo intestinal para a cavidade abdominal, desencadeando uma resposta inflamatória sistêmica que pode evoluir para sepse e choque. A taquicardia é um dos primeiros sinais de alerta, refletindo a resposta compensatória do organismo. O tratamento envolve desde manejo conservador com antibióticos e drenagem percutânea até reintervenção cirúrgica, dependendo da gravidade e extensão da fístula. A vigilância pós-operatória rigorosa e a alta suspeição clínica são pilares para um desfecho favorável.
Os sinais mais precoces incluem taquicardia persistente e inexplicável, dor abdominal desproporcional, oligúria e alterações no estado mental, mesmo antes de febre ou hipotensão francas.
A taquicardia é um mecanismo compensatório inicial do corpo à inflamação sistêmica, hipovolemia ou sepse incipiente, tornando-a um indicador sensível de complicação antes que outros sinais mais óbvios se manifestem.
A conduta inicial envolve estabilização hemodinâmica, antibioticoterapia de amplo espectro, exames de imagem (tomografia com contraste) para confirmação e avaliação da necessidade de reintervenção cirúrgica ou drenagem percutânea.
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