LIFT no Tratamento de Fístulas Transesfincterianas

UNESP/HCFMB - Hospital das Clínicas de Botucatu (SP) — Prova 2025

Enunciado

A técnica de ligadura interesfincteriana do trajeto fistuloso (LIFT) é segura e eficaz para o tratamento de fístulas:

Alternativas

  1. A) Interesfincterianas.
  2. B) Extraesfincterianas.
  3. C) Transesfincterianas.
  4. D) Supraesfincterianas.

Pérola Clínica

LIFT → Padrão-ouro para fístulas transesfincterianas com preservação total do aparelho esfincteriano.

Resumo-Chave

A técnica LIFT foca na ligadura e secção do trajeto fistuloso no plano interesfincteriano, sendo ideal para fístulas transesfincterianas por evitar a divisão muscular e prevenir incontinência.

Contexto Educacional

A fístula anal é uma comunicação anormal entre o canal anal e a pele perianal, geralmente resultante de um abscesso criptoglandular prévio. A classificação de Parks divide as fístulas em interesfincterianas, transesfincterianas, supraesfincterianas e extraesfincterianas. O grande desafio cirúrgico é erradicar o trajeto sem comprometer a continência fecal. A técnica LIFT, descrita por Rojanasakul em 2007, revolucionou o tratamento das fístulas transesfincterianas. Ao contrário da fistulotomia, que 'abre' o trajeto cortando o músculo, a LIFT acessa o trajeto pelo espaço virtual entre os esfíncteres. Isso a torna a técnica de escolha para fístulas que atravessam o esfíncter externo, equilibrando eficácia e segurança funcional.

Perguntas Frequentes

Quais as principais indicações para a técnica LIFT?

A técnica LIFT (Ligation of Intersphincteric Fistula Tract) é primariamente indicada para fístulas transesfincterianas, especialmente aquelas que envolvem uma porção significativa do esfíncter anal externo. É uma técnica 'sphincter-preserving', ou seja, não secciona as fibras musculares, sendo uma excelente opção para evitar a incontinência fecal em fístulas complexas ou em pacientes com risco aumentado de disfunção esfincteriana prévia.

Como é realizado o procedimento LIFT?

O procedimento envolve a identificação do espaço interesfincteriano através de uma incisão na borda anal. O cirurgião disseca o trajeto da fístula entre os esfíncteres interno e externo, realiza a ligadura dupla do trajeto e a sua secção. O orifício interno é deixado para cicatrizar e o trajeto remanescente é curetado. A principal vantagem é que a integridade do esfíncter externo é mantida intacta durante todo o processo.

Qual a taxa de sucesso e complicações da LIFT?

As taxas de cura variam entre 60% e 90%, dependendo da complexidade da fístula e da experiência do cirurgião. A complicação mais temida em cirurgias de fístula, a incontinência fecal, é extremamente rara com a LIFT. No entanto, pode ocorrer a falha na cicatrização ou a transformação de uma fístula transesfincteriana em uma fístula interesfincteriana simples, que é mais fácil de tratar posteriormente.

Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.

Responder questão no MedEvo