FUBOG - Fundação Banco de Olhos de Goiás — Prova 2024
Uma fístula anal ou anorretal é uma conexão anormal entre o canal anal ou reto e a pele ao redor do ânus. Sobre suas classificações, é CORRETO afirmar:
Fístula anal alta → origem retal, acima do esfíncter, tipo complexo.
A classificação das fístulas anais é crucial para o planejamento cirúrgico e prognóstico. Fístulas altas são consideradas complexas por envolverem o esfíncter anal em um nível superior, o que aumenta o risco de incontinência fecal se não forem abordadas corretamente.
A fístula anal é uma condição proctológica comum, definida como uma comunicação anormal entre o canal anal ou reto e a pele perianal. Geralmente, resulta da infecção de uma glândula anal, que leva à formação de um abscesso e subsequente drenagem, deixando um trajeto fistuloso. A prevalência é maior em homens e em indivíduos com histórico de abscesso perianal. A fisiopatologia envolve a obstrução e infecção das glândulas anais de Hermann e Desfosses, localizadas na linha pectínea. A classificação das fístulas é essencial para o diagnóstico e planejamento terapêutico. As fístulas são classificadas com base em sua relação com o complexo esfincteriano (classificação de Parks) e em sua complexidade (simples vs. complexa). Fístulas altas são aquelas cujo trajeto interno se localiza acima da linha pectínea, frequentemente envolvendo o reto e atravessando uma porção significativa do esfíncter, sendo consideradas complexas. O tratamento da fístula anal é predominantemente cirúrgico, com o objetivo de erradicar o trajeto fistuloso e prevenir a recorrência, minimizando o risco de incontinência fecal. A escolha da técnica cirúrgica (fistulotomia, fistulectomia, seton, retalho de avanço, LIFT, etc.) depende da classificação da fístula, especialmente se é simples ou complexa, e da sua relação com o esfíncter. Fístulas altas e complexas exigem abordagens mais conservadoras do esfíncter para preservar a continência, o que torna a compreensão de sua classificação crucial para o residente.
A classificação de Parks divide as fístulas em interesfincteriana, transesfincteriana, supraesfincteriana e extraesfincteriana, baseando-se na relação do trajeto fistuloso com os músculos esfincterianos.
Fístulas simples geralmente têm um único trajeto reto, não envolvem grande parte do esfíncter, não têm abscesso associado e não são recorrentes. Fístulas complexas podem ter múltiplos trajetos, envolver grande parte do esfíncter, estar associadas a abscessos, ser recorrentes ou ter etiologia específica (ex: doença de Crohn).
A classificação é fundamental para guiar a escolha da técnica cirúrgica, pois fístulas complexas e altas exigem abordagens mais delicadas para preservar a continência fecal, como fistulotomia com seton, retalho de avanço ou LIFT.
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