UFGD/HU - Hospital Universitário de Dourados (MS) — Prova 2015
Paciente com 40 anos, sexo feminino, apresenta eliminação de secreção purulenta nas vestes. Na inspeção e exame proctológico nota-se orifício externo localizado a 2,0 cm do orifício anal, com apresentação posterior. O toque retal apresenta hipotônia do tônus esfincteriano. Nesse caso:
Fístula anal + hipotonia esfincteriana → manometria anorretal essencial para planejamento cirúrgico.
A presença de hipotonia esfincteriana em paciente com fístula anal sugere um risco aumentado de incontinência fecal pós-operatória. A manometria anorretal é fundamental para avaliar a função esfincteriana e guiar o planejamento cirúrgico, minimizando complicações.
A fístula anal é uma comunicação anormal entre o canal anal ou reto e a pele perianal, geralmente resultante de um abscesso anorretal prévio. A apresentação clínica típica inclui dor, inchaço e drenagem de secreção purulenta. O exame proctológico é fundamental para identificar o orifício externo e, se possível, o interno, além de avaliar o tônus esfincteriano. A classificação das fístulas (Parks, St. James's University Hospital) é essencial para guiar o tratamento. A hipotonia do tônus esfincteriano, como descrito na questão, é um achado crítico. Ela indica uma função comprometida dos esfíncteres anais, o que aumenta significativamente o risco de incontinência fecal após a cirurgia da fístula, especialmente se a técnica cirúrgica envolver a secção de parte do esfíncter. Nesses casos, a manometria anorretal torna-se uma ferramenta diagnóstica indispensável. A manometria anorretal fornece informações objetivas sobre as pressões de repouso e de contração dos esfíncteres, permitindo ao cirurgião avaliar o grau de comprometimento e planejar a abordagem cirúrgica mais segura e eficaz, como a utilização de sedenho, retalho de avanço ou outras técnicas que preservem ao máximo a função esfincteriana, minimizando o risco de incontinência.
A manometria anorretal avalia a pressão e a função dos esfíncteres anais, sendo crucial para identificar hipotonia esfincteriana e planejar a cirurgia da fístula, minimizando o risco de incontinência fecal pós-operatória.
Sinais de alerta incluem hipotonia esfincteriana pré-existente, fístulas complexas que envolvem grande parte do esfíncter, e cirurgias prévias na região anal que podem ter comprometido a musculatura.
A localização do orifício externo, especialmente se posterior, e sua relação com o orifício interno (regra de Goodsall) ajudam a classificar a fístula e determinar a complexidade do trajeto, orientando a técnica cirúrgica.
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