UEPA - Universidade do Estado do Pará - Belém — Prova 2023
Paciente submetido a ressonância magnética foi diagnosticado com uma fístula anal transesficteriana. A classificação de Parks correta do achado, é:
Fístula anal transesfincteriana = Parks tipo 2.
A classificação de Parks para fístulas anais é fundamental para guiar o tratamento cirúrgico. Uma fístula transesfincteriana, que atravessa o esfíncter externo, corresponde ao tipo 2 da classificação de Parks.
A fístula anal é uma comunicação anormal entre o canal anal e a pele perianal, geralmente resultante de um abscesso anorretal prévio. É uma condição comum e desafiadora, pois o tratamento cirúrgico deve erradicar a fístula sem comprometer a continência fecal. A compreensão da anatomia esfincteriana e a classificação da fístula são cruciais para o sucesso terapêutico. A classificação de Parks, desenvolvida em 1976, é a mais utilizada para descrever a relação do trajeto fistuloso com os músculos esfincterianos anais. Ela divide as fístulas em quatro tipos principais: Tipo 1 (interesfincteriana), onde o trajeto passa entre os esfíncteres interno e externo; Tipo 2 (transesfincteriana), que atravessa o esfíncter externo; Tipo 3 (supraesfincteriana), que passa acima do esfíncter externo; e Tipo 4 (extraesfincteriana), que se estende para fora do esfíncter externo, geralmente envolvendo o reto. O diagnóstico preciso da fístula anal é fundamental e frequentemente complementado por exames de imagem. A ressonância magnética (RM) é considerada o padrão-ouro, pois oferece alta resolução para visualizar o trajeto fistuloso, suas ramificações, a presença de abscessos e a relação com os esfíncteres, permitindo uma classificação exata de Parks e um planejamento cirúrgico otimizado para minimizar o risco de incontinência.
A classificação de Parks divide as fístulas anais em quatro tipos principais: Tipo 1 (interesfincteriana), Tipo 2 (transesfincteriana), Tipo 3 (supraesfincteriana) e Tipo 4 (extraesfincteriana).
A classificação de Parks é crucial porque descreve a relação da fístula com os esfíncteres anais, o que determina a complexidade da fístula e orienta a escolha da técnica cirúrgica mais adequada para preservar a continência fecal.
A ressonância magnética (RM) é o exame de imagem de escolha para a avaliação da fístula anal, pois oferece excelente detalhe anatômico dos esfíncteres e permite identificar o trajeto primário, extensões secundárias e abscesso associado, auxiliando na classificação e planejamento cirúrgico.
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