Fístula Anal: Tratamento com Cola de Fibrina vs Fistulotomia

Pontifícia Universidade Católica de São Paulo - Campus Sorocaba — Prova 2024

Enunciado

Uma mulher de 40 anos apresenta história de piora de dor glútea e retal há 5 dias. Sua dor é constante e ela descreve uma sensação de plenitude retal. Tem febre e calafrios. Não teve alterações no hábito intestinal e nega constipação, hematoquezia, melena ou incontinência. Sente algum desconforto ao defecar, mas não sente dor. Nega história de doença inflamatória intestinal, hemorróidas ou prolapso retal e trauma na região. Ela não é sexualmente ativa. Seu passado cirúrgico inclui uma apendicectomia. No pronto- socorro, ela está com febre de 39°C, sua frequência cardíaca é de 103 bpm e sua pressão arterial é de 120 x 83 mmHg. Ela apresenta induração e eritema com aproximadamente 5 cm anterior e lateralmente à borda anal direita, com sensibilidade, sem flutuação, tônus esfincteriano normal e sem massas. Nenhum orifício fistuloso é visível. A investigação laboratorial é significativa apenas para uma contagem de glóbulos brancos de 19.200/µL. Em relação aos resultados do tratamento da fístula anal, qual das alternativas a seguir está CORRETA?

Alternativas

  1. A) Não há diferença de resultado a longo prazo do tratamento da fístula com cola de fibrina ou a fistulotomia padrão, mas aqueles que foram submetidos à colocação de cola de fibrina têm tempos de recuperação mais curtos;
  2. B) As fístulas ocorrem em menos da metade dos pacientes que apresentam abscessos perirretais;
  3. C) Sedenhos não cortantes apresentam risco aumentado de incontinência;
  4. D) Todas as fístulas anteriores em mulheres devem ser tratadas com um sedenho cortante.

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