CBO Teórica 1 - Prova de Bases da Oftalmologia — Prova 2018
Importantes vasos e nervos passam pela região da fissura orbitária superior (FOS), localizada no ápice da órbita. Sobre esta região, é correto afirmar:
Dentro do Ânulo de Zinn (FOS) → N. III (sup/inf), N. VI e N. Nasociliar.
O nervo nasociliar é o único ramo do nervo oftálmico (V1) que passa por dentro do ânulo tendíneo comum na fissura orbitária superior.
A compreensão da anatomia da Fissura Orbitária Superior (FOS) é vital para o diagnóstico de síndromes do ápice orbitário e da própria FOS. O ânulo tendíneo comum (Ânulo de Zinn) serve como origem para os quatro músculos retos e divide a FOS em compartimentos. Clinicamente, lesões que comprimem o conteúdo interno do ânulo resultam em oftalmoplegia (III, VI) e perda de sensibilidade corneana (nasociliar), enquanto o nervo óptico permanece preservado a menos que o processo se estenda ao canal óptico adjacente. A veia oftálmica inferior geralmente passa pela porção inferior da FOS ou mesmo pela fissura orbitária inferior.
As estruturas que atravessam a porção central da fissura orbitária superior (dentro do ânulo tendíneo comum) são: os ramos superior e inferior do nervo oculomotor (III), o nervo abducente (VI) e o nervo nasociliar (ramo do V1).
As estruturas que passam pela porção superior/lateral da fissura orbitária superior, fora do ânulo de Zinn, incluem: nervo lacrimal, nervo frontal (ambos ramos do V1), nervo troclear (IV) e a veia oftálmica superior.
A FOS é uma fenda localizada no ápice da órbita, situada entre a asa maior e a asa menor do osso esfenoide. Ela comunica a órbita com a fossa craniana média.
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