HEDA - Hospital Estadual Dirceu Arcoverde (PI) — Prova 2022
Janaína, primigesta, procura o posto de saúde porque está apresentando, ao amamentar, "dor no bico do peito" desde a segunda semana pós-parto. No exame da mama, o pediatra identifica fissura mamilar. A conduta mais importante neste caso é:
Fissura mamilar → quase sempre por pega incorreta. Corrigir técnica é a conduta mais importante.
A fissura mamilar é uma queixa comum no pós-parto, frequentemente associada à dor e ao abandono precoce do aleitamento materno. Sua principal causa é a pega incorreta do bebê ao seio. Portanto, a conduta mais eficaz e prioritária é avaliar a mamada, identificar os erros na técnica e orientar a mãe sobre como corrigi-los, garantindo uma pega profunda e confortável.
A amamentação é um processo natural, mas que pode apresentar desafios, sendo a fissura mamilar uma das queixas mais frequentes e um fator de risco para o desmame precoce. A dor intensa associada à fissura é quase sempre um indicativo de técnica de amamentação inadequada, especificamente uma pega incorreta do bebê ao seio. O mamilo, por ser uma estrutura sensível, sofre trauma repetitivo quando não está posicionado corretamente na boca do bebê, resultando em lesões. O manejo da fissura mamilar deve ser focado na causa etiológica. A conduta mais importante é a avaliação minuciosa da mamada por um profissional de saúde qualificado, que deve observar a posição do bebê, a abertura da boca, a eversão dos lábios e a profundidade da pega. A correção da técnica, orientando a mãe a garantir que o bebê abocanhe uma porção ampla da aréola, é fundamental para aliviar a dor, permitir a cicatrização e manter o aleitamento materno exclusivo. Além da correção da pega, medidas adjuvantes como a aplicação do próprio leite materno nas fissuras (devido às suas propriedades cicatrizantes e antibacterianas), a exposição dos mamilos ao ar livre e a variação das posições de amamentação podem contribuir para o conforto e a recuperação da mãe. O uso de cremes ou pomadas deve ser avaliado com cautela, priorizando sempre a correção da causa base para evitar recidivas.
A principal causa da fissura mamilar é a pega incorreta do bebê ao seio. Quando o bebê não abocanha uma porção suficiente da aréola, o mamilo fica comprimido e traumatizado, resultando em dor e lesão.
A avaliação deve observar a posição do bebê, o alinhamento do corpo, a abertura da boca e a profundidade da pega. A correção envolve orientar a mãe a posicionar o bebê de forma que ele abocanhe grande parte da aréola, com lábios evertidos e queixo tocando a mama.
Após corrigir a pega, outras medidas incluem aplicar o próprio leite materno nas fissuras após as mamadas, expor os mamilos ao ar livre e variar as posições de amamentação para reduzir a pressão sobre a área lesionada.
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