HSJ - Hospital São José (PR) — Prova 2020
Primípara procura o posto de saúde porque está apresentando, ao amamentar, ""dor no bico do peito"" desde a segunda semana pós-parto. No exame da mama, o pediatra identifica fissura mamilar. A conduta mais importante neste caso é:
Fissura mamilar = principal causa é pega incorreta → avaliar e corrigir técnica de amamentação.
A fissura mamilar é um problema comum na amamentação, frequentemente causada por uma pega incorreta do bebê no seio. A correção da técnica de amamentação, incluindo o posicionamento adequado e a pega profunda da aréola, é a medida mais eficaz para tratar e prevenir a recorrência das fissuras, aliviando a dor e garantindo a continuidade do aleitamento.
A fissura mamilar é uma das queixas mais comuns entre puérperas, especialmente primíparas, e uma das principais causas de desmame precoce. Caracteriza-se por uma lesão na pele do mamilo, que pode variar de uma pequena rachadura a uma úlcera, causando dor intensa durante e após a amamentação. A etiologia mais frequente é a técnica de amamentação inadequada, resultando em uma pega superficial do bebê. O diagnóstico é clínico, baseado na queixa de dor e na inspeção do mamilo. A fisiopatologia envolve o trauma repetitivo do mamilo contra o palato duro do bebê ou a compressão inadequada dos ductos lactíferos. É crucial observar uma mamada completa para identificar os erros de posicionamento e pega, como o bebê abocanhando apenas o mamilo em vez de uma porção ampla da aréola. A conduta mais importante é a correção da técnica de amamentação, orientando a mãe sobre o posicionamento adequado do bebê (barriga com barriga, cabeça e corpo alinhados) e a pega profunda (boca bem aberta, lábios evertidos, queixo tocando a mama). Medidas complementares incluem a aplicação do próprio leite materno ou lanolina purificada nos mamilos após as mamadas para auxiliar na cicatrização e alívio da dor, mas sem substituir a correção da causa.
Sinais de pega incorreta incluem dor intensa no mamilo, mamilo achatado ou em bisel após a mamada, bochechas do bebê encovadas, ruídos de estalo e o bebê sugando apenas o mamilo, sem abocanhar a aréola.
A conduta mais importante é avaliar a mamada e corrigir a técnica de amamentação, garantindo que o bebê abocanhe uma grande porção da aréola, com lábios evertidos e queixo encostado na mama.
O próprio leite materno e cremes à base de lanolina podem auxiliar na cicatrização e alívio da dor, mas são medidas adjuvantes. A correção da pega é fundamental para resolver a causa da fissura e evitar sua recorrência.
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