UNIRV - Universidade de Rio Verde (GO) — Prova 2020
Recém-nascido, 15 dias, chega ao consultório médico acompanhado pela mãe que relata muita dificuldade na amamentação, queixando-se de fissura em mama esquerda com sangramento mamilar. G1P1, peso de nascimento 3200g, peso atual 3425g. A conduta mais adequada nesse caso é:
Fissura mamilar com sangramento → Manter amamentação + corrigir pega. Não suspender.
Fissuras mamilares e sangramento são frequentemente causados por pega incorreta. A interrupção da amamentação pode levar a ingurgitamento e mastite. A correção da pega é fundamental para a cicatrização e sucesso do aleitamento. O ganho de peso adequado (RN 15d, 3200g para 3425g) indica que o bebê está se alimentando bem, apesar da dificuldade materna.
A amamentação é um processo natural, mas pode apresentar desafios, especialmente nas primeiras semanas. As fissuras mamilares são uma das queixas mais comuns, afetando a continuidade do aleitamento e causando dor intensa à mãe. É crucial para residentes e estudantes de medicina compreenderem as causas e o manejo adequado para promover o sucesso da amamentação. A principal causa de fissuras mamilares é a pega incorreta do bebê na mama, que pode ser agravada por sucção ineficaz ou uso inadequado de bicos artificiais. O diagnóstico é clínico, observando-se a mama e a técnica de amamentação. É importante diferenciar de outras condições como candidíase mamária ou dermatites. A conduta mais adequada é manter a amamentação, corrigindo a pega e oferecendo suporte à mãe. A interrupção da amamentação, mesmo que temporária, pode levar ao ingurgitamento mamário, mastite e desmame precoce. Orientações sobre posicionamento, esvaziamento parcial da mama antes da pega e uso de lanolina podem auxiliar na cicatrização e alívio da dor.
As fissuras mamilares são frequentemente causadas por uma pega incorreta do bebê na mama, uso inadequado de bombas de sucção, ou infecções como candidíase.
Uma pega correta envolve o bebê abocanhando não apenas o mamilo, mas grande parte da aréola, com a boca bem aberta, lábios evertidos e queixo tocando a mama.
Sim, geralmente é seguro continuar amamentando mesmo com sangramento mamilar. O sangue em pequenas quantidades não prejudica o bebê e a interrupção pode piorar a condição da mãe.
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