Santa Casa de São Paulo - ISCMSP/FCMSCSP (SP) — Prova 2024
O médico irá avaliar a primeira consulta de um recém-nascido, sexo feminino, atualmente com 10 dias de vida. O paciente é o primeiro filho de uma mãe hígida de 30 anos, sua gestação ocorreu sem intercorrências e o paciente nasceu de parto normal com 38 semanas, com peso de nascimento de 3,320 kg. A mãe refere que está considerando desistir do aleitamento materno por apresentar quadro de dor importante e dificuldade ao amamentar. O exame do recém-nascido é normal, seu peso atual é de 3,350 kg. Ao realizar o exame das mamas da mãe, encontra-se uma fissura importante no mamilo esquerdo. Nessa situação, é correto afirmar que
Fissura mamilar + dor na amamentação → corrigir pega do bebê para manter aleitamento materno.
Fissuras mamilares e dor na amamentação são causas comuns de desmame precoce. A principal causa é a pega incorreta do bebê ao seio. A conduta correta é avaliar e corrigir a técnica de amamentação, garantindo que o bebê abranja grande parte da aréola, não apenas o mamilo, para evitar trauma e promover a cicatrização.
O aleitamento materno é fundamental para a saúde do recém-nascido e da mãe, mas muitas mulheres enfrentam dificuldades, como dor e fissuras mamilares, que podem levar ao desmame precoce. É papel do profissional de saúde, especialmente do residente, oferecer suporte e orientação adequados para superar esses desafios e promover o aleitamento materno exclusivo. A dor e as fissuras mamilares são as queixas mais comuns que levam as mães a considerar o desmame. Na grande maioria dos casos, a causa é uma pega inadequada do bebê ao seio. Uma pega correta é aquela em que o bebê abocanha não apenas o mamilo, mas também uma porção significativa da aréola, permitindo uma ordenha eficaz do leite e minimizando o trauma no mamilo. A conduta inicial e mais importante é a avaliação e correção da técnica de amamentação. Isso inclui observar a posição da mãe e do bebê, a abertura da boca do bebê, a eversão dos lábios e a simetria da pega. Corrigir a pega geralmente alivia a dor e permite a cicatrização da fissura, possibilitando a continuidade do aleitamento materno exclusivo. A suspensão do aleitamento ou a complementação com fórmula só devem ser consideradas em situações extremas, após esgotadas todas as tentativas de correção e suporte.
A principal causa é a pega incorreta do bebê ao seio, onde o bebê abocanha apenas o mamilo em vez de uma porção maior da aréola, causando trauma e dor.
Uma pega correta envolve o bebê com a boca bem aberta, lábios evertidos, queixo tocando a mama, e abocanhando grande parte da aréola, não apenas o mamilo. A amamentação deve ser indolor e eficaz.
Além de corrigir a pega, orienta-se a aplicação do próprio leite materno na fissura após a mamada, exposição ao ar, e evitar sabonetes ou cremes desnecessários. A amamentação deve ser mantida, começando pelo seio menos dolorido.
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