Fissura Mamilar na Amamentação: Manejo e Pega Correta

UFPI/HU-UFPI - Hospital Universitário do Piauí - Teresina (PI) — Prova 2020

Enunciado

Mãe em amamentação exclusiva chega ao consultório com seu filho de 15 dias de vida queixando-se de fissura em mama direita com sangramento local. G1P1, peso de nascimento: 3.500g. Peso atual: 3.650g. A conduta nesse caso é:

Alternativas

  1. A) Interromper a amamentação e prescrever aleitamento artificial.
  2. B) Interromper a amamentação e prescrever aleitamento artificial.
  3. C) Interromper a amamentação somente na mama que sangra.
  4. D) Manter a amamentação e fazer compressas mornas na mama direita.
  5. E) Manter a amamentação e orientar pega adequada.

Pérola Clínica

Fissura mamilar com sangramento na amamentação → Manter aleitamento, corrigir pega e orientar mãe.

Resumo-Chave

Fissuras mamilares com ou sem sangramento são frequentemente causadas por pega inadequada do bebê. A interrupção da amamentação é raramente necessária. A conduta correta foca em manter o aleitamento, corrigir a técnica de pega e posicionamento, e oferecer suporte à mãe para cicatrização da fissura.

Contexto Educacional

A fissura mamilar é uma das causas mais comuns de dor e desconforto durante a amamentação, levando muitas mães a desmamar precocemente. É caracterizada por uma lesão na pele do mamilo ou aréola, que pode variar de uma pequena rachadura a uma úlcera, por vezes com sangramento. A prevalência é alta, especialmente nas primeiras semanas pós-parto, e sua importância reside na manutenção do aleitamento materno exclusivo, fundamental para a saúde do binômio mãe-bebê. A fisiopatologia da fissura mamilar está quase sempre relacionada a uma pega inadequada do bebê ao seio, que causa trauma mecânico repetitivo. Outros fatores incluem uso incorreto de bombas de extração, candidíase mamária ou dermatites. O diagnóstico é clínico, pela inspeção da mama e observação da mamada. No caso de sangramento, este é geralmente autolimitado e não contraindica a amamentação, pois o volume de sangue ingerido pelo bebê é mínimo e não causa danos. A conduta mais adequada é manter a amamentação e focar na correção da pega e posicionamento do bebê. É essencial orientar a mãe sobre a técnica correta, garantindo que o bebê abranja uma porção ampla da aréola, e não apenas o mamilo. Medidas de conforto como compressas frias, uso de lanolina purificada e exposição ao ar podem auxiliar na cicatrização. A interrupção da amamentação é uma medida extrema e raramente indicada, pois pode levar ao ingurgitamento mamário e mastite, além de comprometer o aleitamento materno.

Perguntas Frequentes

Quais são os sinais de uma pega adequada do bebê na amamentação?

Sinais de pega adequada incluem boca bem aberta, lábios evertidos, queixo tocando a mama, aréola mais visível acima da boca do que abaixo, sucção rítmica e profunda, e ausência de dor para a mãe.

O que fazer se a mãe sentir dor durante a amamentação?

A dor durante a amamentação geralmente indica uma pega inadequada. A conduta é interromper a mamada gentilmente e reposicionar o bebê, garantindo que a boca esteja bem aberta e abranja grande parte da aréola.

O sangramento da fissura mamilar é perigoso para o bebê?

Não, o sangramento da fissura mamilar é geralmente mínimo e não representa perigo para o bebê. O sangue pode ser digerido sem problemas ou regurgitado, mas a amamentação deve ser mantida.

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