SES-GO - Secretaria de Estado de Saúde de Goiás — Prova 2025
Considerando as características epidemiológicas das fendas labiais e/ou palatinas, temos que:
Asiáticos têm maior incidência de fenda labial; fenda palatina isolada é mais comum em mulheres.
A epidemiologia das fissuras orofaciais varia conforme o fenótipo: a fenda labial (com ou sem palatina) apresenta forte variação étnica, enquanto a fenda palatina isolada é mais homogênea entre raças.
As fissuras labiopalatinas representam as malformações congênitas mais comuns da região craniofacial. O desenvolvimento ocorre entre a 4ª e a 12ª semana de gestação, devido à falha na fusão dos processos frontonasais, maxilares e mandibulares. A classificação de Spina é amplamente utilizada no Brasil para descrever a localização em relação ao forame incisivo. Clinicamente, o manejo é multidisciplinar, envolvendo cirurgiões plásticos, fonoaudiólogos, ortodontistas e psicólogos. O tratamento cirúrgico inicial (queiloplastia) geralmente ocorre aos 3 meses de vida, enquanto a palatoplastia é realizada entre 9 e 18 meses, visando o desenvolvimento adequado da fala e da audição.
A incidência de fenda labial, acompanhada ou não de fenda palatina, apresenta variações étnicas significativas. Os grupos de ascendência asiática (especialmente nativos americanos e orientais) apresentam as maiores taxas de prevalência, seguidos pelos caucasianos, enquanto as populações de ascendência africana apresentam as menores taxas. Diferentemente da fenda labial, a fenda palatina isolada não demonstra essa variação étnica marcante, mantendo uma incidência mais constante entre diferentes populações.
Não. A grande maioria das fissuras labiopalatinas (aproximadamente 70% das fendas labiais com ou sem palatina e 50% das fendas palatinas isoladas) ocorre de forma não-sindrômica ou isolada. Elas são consideradas condições multifatoriais, resultantes da interação entre predisposição genética e fatores ambientais durante o desenvolvimento embrionário. Quando sindrômicas, podem estar associadas a condições como a Síndrome de Van der Woude ou a Síndrome de Pierre Robin.
Sim, existe um dimorfismo sexual clássico. A fenda labial (com ou sem envolvimento do palato) é mais frequente no sexo masculino. Em contrapartida, a fenda palatina isolada é significativamente mais comum no sexo feminino. Essa distinção é fundamental para o aconselhamento genético e para a compreensão da embriogênese da face, onde o fechamento das prateleiras palatinas ocorre mais tardiamente nas mulheres.
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