SMS São José do Rio Preto - Secretaria Municipal de Saúde (SP) — Prova 2024
Fissura anal é uma úlcera que se estende da borda anal até a linha pectínea e costuma causar dor intensa ao evacuar além de sangramento. Qual o melhor tratamento inicial para essa afecção?Assinale a alternativa correta.
Fissura anal → Dieta laxativa + nitratos tópicos para relaxar esfíncter e promover cicatrização.
O tratamento inicial da fissura anal é conservador, visando aliviar a dor, reduzir o trauma durante a evacuação e promover a cicatrização. Isso é alcançado com dieta rica em fibras e ingestão de líquidos para amolecer as fezes (dieta laxativa) e o uso de agentes tópicos, como os nitratos, que relaxam o esfíncter anal interno, melhorando a perfusão local e a cicatrização.
A fissura anal é uma condição proctológica comum, caracterizada por uma úlcera linear no canal anal, que se estende da borda anal até a linha pectínea. A dor intensa durante e após a evacuação, juntamente com sangramento vermelho vivo, são os sintomas cardinais. A fisiopatologia envolve um ciclo vicioso de trauma por fezes endurecidas, hipertonia do esfíncter anal interno e isquemia local, que impede a cicatrização. A maioria das fissuras anais é aguda e responde bem ao tratamento conservador. O tratamento inicial visa quebrar esse ciclo, aliviando a dor e promovendo a cicatrização. A dieta laxativa, rica em fibras e com ingestão adequada de líquidos, é fundamental para amolecer as fezes e reduzir o esforço evacuatório. Banhos de assento com água morna também ajudam a relaxar o esfíncter e aliviar a dor. Farmacologicamente, os nitratos tópicos (ex: nitroglicerina 0,2%) são a primeira linha de tratamento, atuando como 'esfincterotomia química' ao relaxar o esfíncter anal interno, melhorando a perfusão sanguínea e a cicatrização. Outras opções tópicas incluem bloqueadores dos canais de cálcio (diltiazem, nifedipino). Para fissuras crônicas ou refratárias ao tratamento conservador, outras abordagens podem ser consideradas, como injeção de toxina botulínica no esfíncter anal interno ou, em último caso, a esfincterotomia lateral interna cirúrgica. É crucial que o residente compreenda a importância do manejo conservador inicial e reserve as opções cirúrgicas para casos bem selecionados, minimizando riscos de complicações como incontinência.
A fissura anal é uma úlcera linear na mucosa do canal anal, geralmente na linha média posterior. Sua fisiopatologia envolve trauma repetido por fezes endurecidas e hipertonia do esfíncter anal interno, que leva à isquemia local e dificulta a cicatrização. A dor é intensa devido à exposição das terminações nervosas e ao espasmo esfincteriano exacerbado pela evacuação.
Os nitratos tópicos, como a nitroglicerina, atuam liberando óxido nítrico, que é um potente relaxante muscular liso. Ao serem aplicados na região anal, eles promovem o relaxamento do esfíncter anal interno (uma 'esfincterotomia química'), reduzindo o espasmo, melhorando o fluxo sanguíneo local e, consequentemente, aliviando a dor e favorecendo a cicatrização da fissura.
O tratamento cirúrgico, como a esfincterotomia lateral interna, é geralmente reservado para fissuras anais crônicas (com duração superior a 6-8 semanas) que não respondem ao tratamento conservador otimizado. A cirurgia é altamente eficaz, mas carrega um pequeno risco de incontinência fecal, por isso é considerada uma segunda linha de tratamento.
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