SMS-SP - Secretaria Municipal de Saúde de São Paulo — Prova 2021
Acerca de fissuras anais, assinale a alternativa correta.
Fissura anal crônica refratária → Toxina botulínica alternativa à cirurgia para relaxar esfíncter.
A toxina botulínica age relaxando o esfíncter anal interno, reduzindo a hipertonia e melhorando a perfusão local, o que favorece a cicatrização da fissura. É uma opção para pacientes que falham no tratamento clínico inicial e desejam evitar a cirurgia.
A fissura anal é uma úlcera linear na anoderme, geralmente muito dolorosa devido à rica inervação da região. A maioria das fissuras primárias ocorre na linha média posterior (90%) e, em menor proporção, na linha média anterior. A dor intensa leva à hipertonia do esfíncter anal interno, que por sua vez reduz o fluxo sanguíneo local, dificultando a cicatrização e perpetuando o ciclo da dor e isquemia. O diagnóstico é clínico, baseado na história de dor intensa durante e após a evacuação e sangramento. O tratamento inicial é clínico, visando amolecer as fezes e relaxar o esfíncter, com uso de fibras, laxantes, banhos de assento e pomadas com nitratos ou bloqueadores de canal de cálcio. A falha do tratamento clínico ou a cronicidade da fissura (>6 semanas) indica a necessidade de outras abordagens. A injeção de toxina botulínica no esfíncter anal interno é uma alternativa eficaz e menos invasiva à cirurgia (esfincterotomia lateral interna) para pacientes refratários ao tratamento clínico. Ela promove o relaxamento químico do esfíncter, aliviando a dor e melhorando a perfusão, com taxas de cicatrização elevadas e menor risco de incontinência fecal em comparação com a cirurgia.
A causa mais comum é o trauma local por fezes endurecidas, levando à hipertonia do esfíncter anal interno e isquemia local, o que dificulta a cicatrização e perpetua a dor.
É indicada para pacientes com fissura anal crônica que não respondem ao tratamento clínico conservador e que buscam uma alternativa menos invasiva à cirurgia, como a esfincterotomia lateral interna.
Fissuras fora da linha média posterior (e anterior em mulheres) são atípicas e podem indicar doenças subjacentes como Crohn, HIV, sífilis, tuberculose ou neoplasias, exigindo investigação adicional.
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