FUBOG - Fundação Banco de Olhos de Goiás — Prova 2024
Sobre Fissura Anal, julgue as seguintes afirmações como verdadeiras (V) ou falsas (F).1. A causa mais comum é o trauma na área anal, que pode ocorrer devido à constipação, esforço durante as evacuações ou evacuações grandes.2. Doença de Crohn é uma causa primária de fissural anal.3. Para pacientes com fissura secundária e/ou crônica, o tratamento pode ser cirúrgico.Sendo (V) para verdadeiro e (F) para falso, é CORRETO afirmar:
Fissura anal: trauma por constipação é causa comum; Crohn é causa secundária; tratamento cirúrgico para crônica/secundária refratária.
A fissura anal é frequentemente causada por trauma devido à constipação e esforço evacuatório. Doenças inflamatórias intestinais como a Doença de Crohn são causas secundárias, e o tratamento cirúrgico é uma opção para casos crônicos ou secundários refratários ao tratamento conservador.
A fissura anal é uma úlcera linear ou elíptica na pele do canal anal, distal à linha pectínea, que causa dor intensa durante e após a evacuação, sangramento e espasmo do esfíncter anal interno. A causa mais comum (fissura primária) é o trauma local, frequentemente desencadeado por constipação crônica, fezes endurecidas ou diarreia prolongada, que levam a um estiramento excessivo e laceração da mucosa anal. O espasmo do esfíncter anal interno resultante da dor compromete a vascularização local, dificultando a cicatrização e cronificando a lesão. As fissuras anais secundárias são aquelas associadas a outras condições médicas, como doenças inflamatórias intestinais (especialmente Doença de Crohn), infecções (HIV, sífilis, tuberculose), trauma cirúrgico prévio ou neoplasias. No caso da Doença de Crohn, as fissuras podem ser múltiplas, profundas, indolores e localizadas fora da linha média posterior, o que deve levantar a suspeita da doença subjacente. O diagnóstico é clínico, baseado na história e exame físico, que revela a fissura. O tratamento inicial é conservador para a maioria das fissuras agudas, incluindo medidas dietéticas (fibras, água), laxantes, banhos de assento e pomadas com relaxantes musculares (nitroglicerina, diltiazem) para reduzir o espasmo do esfíncter. Para fissuras crônicas (duração > 6-8 semanas) ou secundárias que não respondem ao tratamento conservador, o tratamento cirúrgico, como a esfincterotomia lateral interna, é uma opção eficaz para reduzir o espasmo e promover a cicatrização. A escolha do tratamento depende da cronicidade, etiologia e resposta às terapias iniciais.
A causa mais comum é o trauma na área anal, geralmente associado à constipação crônica, esforço excessivo durante as evacuações ou passagem de fezes grandes e endurecidas, que levam a um estiramento excessivo do canal anal e laceração da mucosa.
A Doença de Crohn é uma causa secundária de fissura anal. As fissuras associadas à Doença de Crohn são frequentemente atípicas, indolores, múltiplas, profundas, com bordas irregulares e podem não cicatrizar com tratamentos convencionais, indicando a necessidade de investigar a doença inflamatória intestinal subjacente.
O tratamento cirúrgico é indicado para fissuras anais crônicas (duração > 6-8 semanas) que não respondem ao tratamento conservador (dieta, laxantes, pomadas) após um período adequado, ou para fissuras secundárias complexas, como as associadas à Doença de Crohn. A esfincterotomia lateral interna é a técnica mais comum.
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