INEP Revalida - Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos — Prova 2023
Uma mulher de 26 anos é atendida em unidade básica de saúde relatando que, há 15 dias, sente dor significativa ao evacuar e possui pequeno sangramento anal vivo, notado durante a higiene local. Ela afirma que a dor persiste com menor intensidade por alguns minutos após a eliminação das fezes e que o sangramento se repete em cada evacuação. A paciente refere constipação habitual, com eliminação de fezes ressecadas em média 3 vezes por semana. Com base na história clínica dessa paciente, ao realizar o exame físico, o médico provavelmente encontrará
Dor intensa ao evacuar + sangramento vivo + dor persistente pós-evacuação + constipação → Fissura anal (linha média posterior).
A fissura anal é uma úlcera linear na mucosa do canal anal, classicamente na linha média posterior, causada por trauma repetitivo (fezes endurecidas, constipação). A dor é excruciante durante e após a evacuação, e o sangramento é geralmente discreto e vivo.
A fissura anal é uma condição proctológica comum, caracterizada por uma úlcera linear na mucosa do canal anal, que causa dor intensa e sangramento. É mais frequente em adultos jovens e de meia-idade, com uma leve predominância feminina. A principal causa é o trauma mecânico na região anal, geralmente associado à passagem de fezes endurecidas ou a episódios de diarreia prolongada, levando a um ciclo vicioso de dor, espasmo do esfíncter anal interno e isquemia local. A fisiopatologia envolve a laceração da mucosa anal, que, devido ao espasmo do esfíncter interno, tem sua vascularização comprometida, dificultando a cicatrização. A dor é o sintoma mais proeminente, descrita como lancinante ou em "facada" durante a evacuação, persistindo por um período variável após. O sangramento é vivo, discreto e geralmente notado no papel higiênico. A constipação é um fator de risco importante, pois fezes ressecadas aumentam o trauma. O diagnóstico é clínico, baseado na história e no exame físico, que revela a fissura, classicamente na linha média posterior. O tratamento inicial é conservador, visando amolecer as fezes (fibras, laxantes, hidratação), reduzir o espasmo do esfíncter (banhos de assento, pomadas com nitratos ou bloqueadores de canal de cálcio) e aliviar a dor. Em casos crônicos ou refratários, pode ser indicada a esfincterotomia lateral interna.
Os sintomas mais característicos são dor intensa e aguda durante a evacuação, que pode persistir por minutos a horas após, e sangramento anal vivo, geralmente discreto, notado no papel higiênico ou nas fezes.
A fissura anal localiza-se mais comumente na linha média posterior do canal anal, devido à menor vascularização e maior estresse mecânico nessa região, embora possa ocorrer na linha média anterior ou, mais raramente, lateralmente.
A constipação e a eliminação de fezes endurecidas são as principais causas da fissura anal, pois o esforço excessivo e o trauma mecânico durante a evacuação levam à laceração da mucosa anal, perpetuando um ciclo de dor e constipação.
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