UFAM/HUGV - Hospital Universitário Getúlio Vargas - Manaus (AM) — Prova 2015
Paciente de 30 anos queixa-se de dor anal há 7 dias durante e após as evacuações. Às vezes, apresenta sangramento vivo ao redor das fezes. O diagnóstico mais provável e conduta a ser seguida são:
Dor anal intensa pós-evacuação + sangramento vivo = Fissura anal → Tratamento clínico.
A dor anal intensa durante e após as evacuações, associada a sangramento vivo, é altamente sugestiva de fissura anal. O tratamento inicial é predominantemente clínico, visando aliviar a dor, relaxar o esfíncter e promover a cicatrização.
A fissura anal é uma úlcera linear na pele do canal anal, geralmente localizada na linha média posterior, causada por trauma durante a evacuação de fezes endurecidas ou diarreia prolongada. É uma condição comum, que afeta pessoas de todas as idades, e sua importância clínica reside na dor intensa que provoca, impactando significativamente a qualidade de vida do paciente. A fisiopatologia envolve o trauma mecânico que leva à ruptura da mucosa e ao espasmo do esfíncter anal interno, o que compromete a vascularização local e dificulta a cicatrização. O diagnóstico é clínico, baseado na história de dor anal cíclica e sangramento, e confirmado pelo exame físico, que revela a fissura. O tratamento inicial é quase sempre clínico, com o objetivo de aliviar a dor, reduzir o espasmo do esfíncter e promover a cicatrização. Isso inclui dieta rica em fibras, ingestão de líquidos, banhos de assento e uso de pomadas tópicas com nitrato de glicerila ou diltiazem. A cirurgia (esfincterotomia lateral interna) é reservada para casos crônicos ou refratários ao tratamento clínico.
Os sintomas clássicos incluem dor anal intensa durante e após as evacuações, que pode durar horas, e sangramento vivo, geralmente em pequena quantidade, nas fezes ou no papel higiênico.
O tratamento clínico envolve medidas para amolecer as fezes (fibras, laxantes), banhos de assento com água morna, e uso de pomadas tópicas com relaxantes musculares (nitrato de glicerila, diltiazem) para reduzir o espasmo do esfíncter.
A fissura anal causa dor intensa e constante, especialmente pós-evacuação, enquanto as hemorroidas geralmente causam dor menos intensa, prurido e sangramento mais volumoso, sem dor excruciante, a menos que haja trombose.
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