FMABC - Faculdade de Medicina do ABC Paulista (SP) — Prova 2020
No diagnóstico clínico da fissura anal, é correto afirmar:
Fissura anal CRÔNICA = tríade clássica (plicoma sentinela, bordas sobrelevadas, papilite hipertrófica).
A fissura anal é uma úlcera linear na mucosa do canal anal. A distinção entre fissura aguda e crônica é fundamental para o manejo. A tríade clássica (plicoma sentinela, bordas sobrelevadas e papilite hipertrófica) é um achado característico das fissuras crônicas, indicando um processo inflamatório e cicatricial de longa data.
A fissura anal é uma condição proctológica comum, caracterizada por uma úlcera linear na mucosa do canal anal, geralmente localizada na linha média posterior (90% dos casos) ou, menos frequentemente, na linha média anterior. A etiologia está frequentemente associada a trauma durante a evacuação de fezes endurecidas, levando a um ciclo vicioso de dor, espasmo do esfíncter anal interno e isquemia local, que dificulta a cicatrização. O diagnóstico é clínico, baseado na história de dor intensa e sangramento, e no exame físico, que revela a lesão. A distinção entre fissura aguda e crônica é fundamental para o manejo. Fissuras agudas são lesões superficiais, com bordas finas e sem fibrose. Fissuras crônicas, por outro lado, persistem por mais de 6-8 semanas e apresentam características específicas. A tríade clássica da fissura anal crônica é composta por três achados: o plicoma sentinela (uma prega cutânea na margem anal distal à fissura), a própria fissura com bordas sobrelevadas e endurecidas, e a papilite hipertrófica (hipertrofia da papila anal proximal à fissura). O tratamento inicial é conservador, mas fissuras crônicas refratárias podem necessitar de intervenção cirúrgica, como a esfincterotomia lateral interna.
Os sintomas mais comuns são dor intensa durante e após a evacuação, que pode durar horas, e sangramento vermelho vivo em pequena quantidade, geralmente notado no papel higiênico.
A fissura aguda é uma lesão superficial, recente, com bordas finas e sem fibrose. A crônica persiste por mais de 6-8 semanas, é mais profunda, com bordas endurecidas e frequentemente associada à tríade clássica (plicoma sentinela, papilite hipertrófica e bordas sobrelevadas).
O tratamento inicial para fissuras agudas é conservador, incluindo dieta rica em fibras, aumento da ingestão de líquidos, banhos de assento e pomadas com anestésicos locais ou relaxantes do esfíncter anal interno, como dinitrato de isossorbida ou nifedipino.
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