Fissura Anal Crônica: Esfincterotomia Lateral Interna

Santa Casa de Campo Grande (MS) — Prova 2025

Enunciado

Paciente do sexo feminino, 48 anos, vem ao consultório em consulta de retorno após otimização dos hábitos de vida propostos em consulta anterior. Apresenta manutenção do sangramento retal e dor durante a defecação. Exame físico revela fissura anal crônica com um pequeno pólipo sentinela. Está muito incomodada. Qual é o tratamento mais adequado?

Alternativas

  1. A) Esfincterotomia lateral interna.
  2. B) Aplicação tópica de nitroglicerina.
  3. C) Hemorroidectomia.
  4. D) Toxina botulínica.

Pérola Clínica

Fissura anal crônica com pólipo sentinela → esfincterotomia lateral interna é tratamento mais eficaz.

Resumo-Chave

A fissura anal crônica, especialmente quando acompanhada de um pólipo sentinela (sinal de cronicidade), é frequentemente associada à hipertonia do esfíncter anal interno. Embora tratamentos conservadores como a nitroglicerina tópica ou toxina botulínica possam ser tentados, a esfincterotomia lateral interna é considerada o padrão-ouro cirúrgico, oferecendo as maiores taxas de cura ao reduzir a pressão do esfíncter.

Contexto Educacional

A fissura anal é uma úlcera linear na pele do canal anal, geralmente localizada na linha média posterior. Quando persiste por mais de 6-8 semanas, é classificada como crônica. A fissura anal crônica é frequentemente acompanhada por sinais como o pólipo sentinela (uma prega cutânea hipertrófica na borda externa da fissura) e a papila anal hipertrófica internamente, indicando um processo inflamatório e cicatricial de longa data. A principal causa é a hipertonia do esfíncter anal interno, que leva à isquemia local e dificulta a cicatrização. O tratamento da fissura anal crônica visa reduzir a hipertonia esfincteriana e promover a cicatrização. Embora tratamentos conservadores como dieta rica em fibras, banhos de assento e pomadas relaxantes musculares (nitroglicerina tópica, diltiazem) ou injeção de toxina botulínica possam ser eficazes em alguns casos, a esfincterotomia lateral interna é considerada o padrão-ouro cirúrgico para fissuras crônicas refratárias ou com sinais de cronicidade avançada, como o pólipo sentinela. A esfincterotomia lateral interna consiste na secção controlada de uma pequena porção do esfíncter anal interno, resultando na diminuição da pressão anal e melhora da vascularização local, o que favorece a cicatrização da fissura. Este procedimento apresenta altas taxas de sucesso e baixas taxas de recorrência, com um risco mínimo de incontinência fecal quando realizado por cirurgião experiente.

Perguntas Frequentes

Quais são os sinais e sintomas de uma fissura anal crônica?

A fissura anal crônica é caracterizada por dor intensa durante e após a defecação, sangramento retal vermelho vivo (geralmente em pequena quantidade) e, em casos crônicos, a presença de um pólipo sentinela na borda externa da fissura e hipertrofia da papila anal interna.

Por que a esfincterotomia lateral interna é o tratamento mais adequado para fissuras crônicas?

A esfincterotomia lateral interna é eficaz porque aborda a causa subjacente da fissura crônica: a hipertonia do esfíncter anal interno. Ao seccionar uma pequena porção desse músculo, a pressão anal diminui, melhora a vascularização local e permite a cicatrização da fissura.

Quais são as opções de tratamento não cirúrgico para fissura anal e quando são indicadas?

As opções não cirúrgicas incluem medidas dietéticas (fibras, água), banhos de assento e medicamentos tópicos como nitroglicerina ou diltiazem, que relaxam o esfíncter. A toxina botulínica também pode ser injetada. São indicadas principalmente para fissuras agudas ou crônicas que não apresentam sinais de cronicidade avançada e como primeira linha antes da cirurgia.

Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.

Responder questão no MedEvo