SES-PE - Secretaria de Estado de Saúde de Pernambuco — Prova 2023
Mulher, 25 anos. Dor anal forte durante a evacuação há 2 meses. Refere sangramento de pequena monta no papel higiênico. Ao exame: presença de lesão elíptica de 1 cm em linha média anterior. Em relação a essa situação clínica, assinale a alternativa CORRETA.
Fissura anal > 6-8 semanas ou com sinais de cronicidade (papila hipertrófica, plicoma sentinela) = crônica.
Uma fissura anal é considerada crônica quando persiste por mais de 6 a 8 semanas. A duração de 2 meses (aproximadamente 8 semanas) no caso clínico se encaixa nesse critério temporal, confirmando o diagnóstico de fissura anal crônica, que geralmente requer abordagens terapêuticas diferentes da fissura aguda.
A fissura anal é uma úlcera linear ou elíptica na mucosa do canal anal, geralmente causada por trauma durante a evacuação de fezes endurecidas, levando a um espasmo do esfíncter anal interno e isquemia local. É uma condição comum que causa dor intensa e sangramento, impactando significativamente a qualidade de vida. A diferenciação entre fissura anal aguda e crônica é crucial, pois orienta a abordagem terapêutica. A fissura aguda geralmente responde a medidas conservadoras, enquanto a crônica frequentemente exige intervenções mais específicas. O diagnóstico de fissura anal crônica é estabelecido principalmente pelo critério temporal: persistência dos sintomas por mais de 6 a 8 semanas. Além disso, a presença de sinais como papila hipertrófica e plicoma sentinela (ou "hemorroida sentinela") são indicativos de cronicidade. A localização mais comum é na linha média posterior. Fissuras em linha média anterior, como no caso da questão, ou em outras posições laterais, são consideradas atípicas e devem levantar a suspeita de doenças sistêmicas ou inflamatórias, como Doença de Crohn, HIV, sífilis ou tuberculose, exigindo investigação adicional. O tratamento da fissura anal crônica visa reduzir o espasmo do esfíncter anal interno e promover a cicatrização. Inicialmente, medidas conservadoras como dieta rica em fibras, hidratação, banhos de assento e uso de pomadas tópicas (nitratos, bloqueadores de canal de cálcio) são empregadas. Para casos refratários, a injeção de toxina botulínica no esfíncter anal interno ou a esfincterotomia lateral interna (cirurgia) são opções eficazes, com a cirurgia apresentando a maior taxa de cura, mas com risco de incontinência.
Uma fissura anal é considerada crônica quando os sintomas persistem por mais de 6 a 8 semanas. Outros sinais de cronicidade incluem a presença de papila hipertrófica na borda superior e um plicoma sentinela na borda inferior da fissura.
A localização mais comum das fissuras anais é na linha média posterior (90% dos casos). Fissuras em linha média anterior ou em outras posições laterais são consideradas atípicas e devem levantar suspeita para doenças secundárias, como Crohn, HIV, sífilis ou tuberculose.
O tratamento inicial para fissura anal crônica inclui medidas conservadoras como dieta rica em fibras, laxantes e pomadas com nitrato de isossorbida ou diltiazem. Em casos refratários, a toxina botulínica ou a esfincterotomia lateral interna são opções cirúrgicas com altas taxas de cura.
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