UNIFESP/EPM - Universidade Federal de São Paulo - Escola Paulista de Medicina — Prova 2020
Com relação ao tratamento cirúrgico da fissura anal crônica assinale a alternativa correta:
Fissura anal crônica → Esfincterotomia lateral interna = padrão ouro, alta taxa de cicatrização.
A fissura anal crônica é frequentemente associada à hipertonia do esfíncter anal interno. A esfincterotomia lateral interna é o tratamento cirúrgico de escolha, pois relaxa o esfíncter, melhora a vascularização local e promove a cicatrização da fissura com baixas taxas de recorrência e complicações.
A fissura anal crônica é uma condição dolorosa e debilitante, caracterizada por uma úlcera linear na mucosa do canal anal, geralmente na linha média posterior. A fisiopatologia central envolve a hipertonia do esfíncter anal interno, que resulta em isquemia local e impede a cicatrização. O tratamento inicial é conservador, mas para casos crônicos ou refratários, a intervenção cirúrgica é frequentemente necessária. Entre as opções cirúrgicas, a esfincterotomia lateral interna (ELI) é amplamente considerada o padrão ouro. Este procedimento envolve a secção parcial e controlada do esfíncter anal interno, o que alivia a hipertonia, melhora a perfusão sanguínea na área da fissura e promove a cicatrização. A ELI apresenta as maiores taxas de cicatrização (acima de 90%) e as menores taxas de recorrência em comparação com outras técnicas. Outras abordagens, como a dilatação anal manual, são menos recomendadas devido ao maior risco de incontinência fecal. A fissurectomia isolada tem altas taxas de recorrência se a hipertonia não for abordada. A combinação de fissurectomia com rotação de retalho de pele pode ser utilizada em casos complexos, mas não é a primeira escolha para a maioria das fissuras crônicas. A ELI, quando realizada por um cirurgião experiente, oferece um excelente equilíbrio entre eficácia e segurança, com um baixo risco de incontinência.
A principal causa da fissura anal crônica é a hipertonia do esfíncter anal interno, que leva à isquemia da região e dificulta a cicatrização.
A esfincterotomia lateral interna é o tratamento de escolha porque secciona seletivamente uma porção do esfíncter anal interno, reduzindo a hipertonia, melhorando o fluxo sanguíneo local e promovendo a cicatrização da fissura com alta taxa de sucesso e baixo risco de incontinência.
As complicações potenciais da esfincterotomia lateral interna são geralmente raras e incluem dor pós-operatória, sangramento, infecção e, mais seriamente, incontinência fecal transitória ou, em casos raros, permanente, embora a taxa seja baixa quando realizada corretamente.
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