Fissura Anal: Diagnóstico, Sintomas e Manejo Clínico

INEP Revalida - Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos — Prova 2025

Enunciado

Mulher de 33 anos procura atendimento no pronto-socorro por dor anal há 3 semanas. Relata dor forte e aguda, com sangramento de pequena monta produzido pela defecação. Os episódios de dor duram em torno de 20 minutos e, por esse motivo, não consegue defecar há 3 dias. Nega febre, sintomas urinários, episódios anteriores ou uso de medicamentos. Ao exame físico, apresenta plicoma sentinela na linha média posterior perianal, sem massas ou sinais flogísticos, e, durante manobra de esforço, visualiza-se pequena laceração na mucosa anal. Qual é o diagnóstico mais provável?

Alternativas

  1. A) Fístula anal.
  2. B) Fissura anal.
  3. C) Úlcera de canal anal.
  4. D) Hemorroida trombosada.

Pérola Clínica

Dor anal forte pós-defecação + sangramento + plicoma sentinela + laceração posterior → Fissura Anal = Hipertonia esfincteriana.

Resumo-Chave

A fissura anal é uma laceração da mucosa do canal anal, classicamente na linha média posterior, causando dor intensa durante e após a defecação, sangramento e constipação reflexa. O plicoma sentinela é um achado comum em fissuras crônicas.

Contexto Educacional

A fissura anal é uma condição comum caracterizada por uma laceração linear na mucosa do canal anal, geralmente localizada na linha média posterior. A dor é o sintoma mais proeminente, descrita como intensa, aguda, e que se agrava durante e após a defecação, podendo durar minutos a horas. O sangramento é tipicamente de pequena monta, vermelho vivo, notado no papel higiênico ou nas fezes. A dor leva a um ciclo vicioso de constipação, pois o paciente evita defecar para não sentir dor, o que agrava a fissura. Ao exame físico, a visualização da laceração é diagnóstica. Em casos crônicos, pode-se observar o "plicoma sentinela", um pequeno nódulo de pele na margem externa da fissura, e uma papila hipertrófica na margem interna. O tratamento inicial é conservador, visando reduzir a hipertonia do esfíncter anal interno e facilitar a cicatrização. Isso inclui medidas dietéticas para amolecer as fezes (fibras, hidratação), banhos de assento com água morna e uso de agentes tópicos como nitrato de glicerila ou diltiazem para promover o relaxamento esfincteriano e melhorar a vascularização local. O diagnóstico diferencial inclui hemorroidas trombosadas (dor constante e massa palpável), fístulas anais (drenagem purulenta e orifício externo), e úlceras anais de outras etiologias (doença de Crohn, infecções). A história clínica detalhada e o exame físico cuidadoso são essenciais para diferenciar essas condições e instituir o tratamento adequado.

Perguntas Frequentes

Qual a localização mais comum da fissura anal e por quê?

A linha média posterior é a mais comum devido à menor vascularização e maior estresse mecânico durante a defecação.

Quais são os pilares do tratamento conservador da fissura anal?

Dieta rica em fibras, ingestão hídrica adequada, banhos de assento e uso de pomadas com nitratos ou bloqueadores de canal de cálcio para relaxar o esfíncter.

O que é o plicoma sentinela e qual sua relevância?

É um pequeno nódulo de pele na borda externa da fissura, resultado da inflamação crônica, indicando cronicidade da lesão.

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