Fissura Anal: Diagnóstico, Tríade e Tratamento Inicial

UNITAU - Universidade de Taubaté (SP) — Prova 2020

Enunciado

Paciente chega ao ambulatório com história de dor intensa em região anal, referindo que tem a sensação de evacuar cacos de vidro. Por conta disso, deseja operar hemorroidas. O médico acredita que seja o caso de uma fissura. Sobre as fissuras, assinale a alternativa CORRETA.

Alternativas

  1. A) Estão relacionadas à hipertensão do esfíncter externo do ânus.
  2. B) A cirurgia é indicada quando o tratamento clínico não resolve o problema. A cirurgia indicada é a esfincterotomia total interna.
  3. C) A tríade do exame físico da fissura é: plicoma sentinela, fissura anal e da cripta hipertrófica.
  4. D) A tríade do exame físico da fissura é: plicoma sentinela, fissura anal e papila hipertrófica.
  5. E) A fissura lateral é a mais comum, seguida da fissura posterior.

Pérola Clínica

Fissura anal crônica = dor intensa + tríade (plicoma sentinela, fissura, papila hipertrófica). Tratamento inicial é clínico.

Resumo-Chave

A fissura anal é caracterizada por dor intensa à evacuação e sangramento. A tríade da fissura anal crônica (plicoma sentinela, fissura e papila hipertrófica) é um achado clássico ao exame físico, indicando cronicidade. O tratamento inicial é sempre clínico, visando reduzir a hipertonia esfincteriana e facilitar a cicatrização.

Contexto Educacional

A fissura anal é uma úlcera linear na pele do canal anal, geralmente causada por trauma durante a evacuação de fezes endurecidas, levando a um ciclo vicioso de dor, espasmo do esfíncter anal interno e isquemia local. É uma condição comum, que afeta significativamente a qualidade de vida dos pacientes. O diagnóstico é predominantemente clínico, baseado na história de dor intensa e sangramento, e confirmado pelo exame físico. Fisiopatologicamente, a hipertonia do esfíncter anal interno é um fator chave, reduzindo o fluxo sanguíneo para a região e dificultando a cicatrização. A maioria das fissuras ocorre na linha média posterior (90%), seguida pela linha média anterior (10%). Fissuras laterais ou múltiplas devem levantar suspeita para doenças inflamatórias intestinais, infecções ou outras condições. A tríade da fissura anal crônica (plicoma sentinela, fissura e papila hipertrófica) é um sinal de longa duração da doença. O tratamento inicial é conservador, visando aliviar a constipação (dieta rica em fibras, laxantes formadores de bolo), reduzir a dor (analgésicos) e relaxar o esfíncter (banhos de assento, pomadas com diltiazem, nifedipina ou nitroglicerina). A cirurgia, geralmente a esfincterotomia lateral interna, é indicada apenas quando o tratamento clínico falha, sendo altamente eficaz na cura da fissura, mas com risco de incontinência fecal.

Perguntas Frequentes

Quais são os sintomas clássicos da fissura anal?

Os sintomas clássicos da fissura anal incluem dor intensa e aguda durante e após a evacuação, frequentemente descrita como 'cacos de vidro', e sangramento retal de pequena monta (hematoquezia), geralmente visível no papel higiênico ou nas fezes.

O que compõe a tríade do exame físico da fissura anal crônica?

A tríade do exame físico da fissura anal crônica é composta por três achados: o plicoma sentinela (uma prega de pele na borda externa da fissura), a própria fissura anal (uma úlcera linear) e a papila hipertrófica (uma hipertrofia da papila anal interna).

Qual a conduta inicial para o tratamento da fissura anal?

A conduta inicial para o tratamento da fissura anal é sempre clínica, focada em amolecer as fezes (fibras, laxantes), aliviar a dor (analgésicos) e reduzir o espasmo do esfíncter anal interno (pomadas com nitratos ou bloqueadores de canal de cálcio). A cirurgia é reservada para casos refratários.

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