UNITAU - Universidade de Taubaté (SP) — Prova 2020
Paciente chega ao ambulatório com história de dor intensa em região anal, referindo que tem a sensação de evacuar cacos de vidro. Por conta disso, deseja operar hemorroidas. O médico acredita que seja o caso de uma fissura. Sobre as fissuras, assinale a alternativa CORRETA.
Fissura anal crônica = dor intensa + tríade (plicoma sentinela, fissura, papila hipertrófica). Tratamento inicial é clínico.
A fissura anal é caracterizada por dor intensa à evacuação e sangramento. A tríade da fissura anal crônica (plicoma sentinela, fissura e papila hipertrófica) é um achado clássico ao exame físico, indicando cronicidade. O tratamento inicial é sempre clínico, visando reduzir a hipertonia esfincteriana e facilitar a cicatrização.
A fissura anal é uma úlcera linear na pele do canal anal, geralmente causada por trauma durante a evacuação de fezes endurecidas, levando a um ciclo vicioso de dor, espasmo do esfíncter anal interno e isquemia local. É uma condição comum, que afeta significativamente a qualidade de vida dos pacientes. O diagnóstico é predominantemente clínico, baseado na história de dor intensa e sangramento, e confirmado pelo exame físico. Fisiopatologicamente, a hipertonia do esfíncter anal interno é um fator chave, reduzindo o fluxo sanguíneo para a região e dificultando a cicatrização. A maioria das fissuras ocorre na linha média posterior (90%), seguida pela linha média anterior (10%). Fissuras laterais ou múltiplas devem levantar suspeita para doenças inflamatórias intestinais, infecções ou outras condições. A tríade da fissura anal crônica (plicoma sentinela, fissura e papila hipertrófica) é um sinal de longa duração da doença. O tratamento inicial é conservador, visando aliviar a constipação (dieta rica em fibras, laxantes formadores de bolo), reduzir a dor (analgésicos) e relaxar o esfíncter (banhos de assento, pomadas com diltiazem, nifedipina ou nitroglicerina). A cirurgia, geralmente a esfincterotomia lateral interna, é indicada apenas quando o tratamento clínico falha, sendo altamente eficaz na cura da fissura, mas com risco de incontinência fecal.
Os sintomas clássicos da fissura anal incluem dor intensa e aguda durante e após a evacuação, frequentemente descrita como 'cacos de vidro', e sangramento retal de pequena monta (hematoquezia), geralmente visível no papel higiênico ou nas fezes.
A tríade do exame físico da fissura anal crônica é composta por três achados: o plicoma sentinela (uma prega de pele na borda externa da fissura), a própria fissura anal (uma úlcera linear) e a papila hipertrófica (uma hipertrofia da papila anal interna).
A conduta inicial para o tratamento da fissura anal é sempre clínica, focada em amolecer as fezes (fibras, laxantes), aliviar a dor (analgésicos) e reduzir o espasmo do esfíncter anal interno (pomadas com nitratos ou bloqueadores de canal de cálcio). A cirurgia é reservada para casos refratários.
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