UFRGS/HCPA - Hospital de Clínicas de Porto Alegre (RS) — Prova 2025
Paciente feminina, de 34 anos, teve diagnóstico confirmado de fissura anal de localização anterior, com evolução de 8 semanas. Com base no quadro, assinale a assertiva correta.
Fissura anal crônica (>8 semanas) anterior é atípica e constipação é fator etiológico comum.
Fissuras anais são comumente associadas à constipação, que leva a fezes endurecidas e trauma local. Uma fissura com 8 semanas de evolução é considerada crônica, e a localização anterior em mulheres é menos comum que a posterior, sendo um sinal de alerta para causas secundárias.
A fissura anal é uma condição proctológica comum, caracterizada por uma úlcera linear na mucosa do canal anal, que causa dor intensa durante e após a defecação, além de sangramento. Para residentes de Cirurgia Geral e Coloproctologia, é fundamental compreender a etiologia, classificação e manejo dessa condição. A constipação é um fator etiológico primário, pois a passagem de fezes endurecidas causa trauma e estiramento excessivo do canal anal, levando à lesão. Uma fissura é classificada como aguda se tiver menos de 8 semanas de evolução e crônica se persistir por mais de 8 semanas. Fissuras crônicas tendem a ser mais profundas, com bordas esclerosadas e podem estar associadas a um plicoma sentinela e papila anal hipertrófica. A localização mais comum das fissuras é na comissura posterior (90% dos casos). Fissuras em localizações atípicas, como a anterior (cerca de 10% em mulheres e menos em homens) ou laterais, devem sempre levantar a suspeita de doenças sistêmicas ou inflamatórias intestinais, como Doença de Crohn, sífilis, tuberculose, HIV, entre outras, exigindo investigação adicional. O tratamento inicial para fissuras agudas e crônicas envolve medidas conservadoras, como dieta rica em fibras, laxantes e banhos de assento. Para fissuras crônicas, o tratamento tópico com bloqueadores do canal de cálcio (como diltiazem ou nifedipino) ou nitratos é considerado de primeira linha para relaxar o esfíncter anal interno e melhorar a perfusão. A falha no tratamento clínico pode indicar a necessidade de intervenção cirúrgica, como a esfincterotomia lateral interna.
A principal causa da fissura anal é o trauma local causado pela passagem de fezes endurecidas, frequentemente associado à constipação, que leva a um ciclo de dor, espasmo do esfíncter anal interno e isquemia.
Uma fissura anal é considerada crônica quando persiste por mais de 8 semanas. Fissuras crônicas geralmente apresentam bordas elevadas, fibras do esfíncter anal interno expostas e podem ter um plicoma sentinela e papila hipertrófica, exigindo tratamentos mais invasivos.
A maioria das fissuras anais (cerca de 90%) ocorre na comissura posterior. Fissuras em localizações atípicas, como a anterior, lateral ou múltiplas, devem levantar a suspeita de doenças subjacentes, como doença de Crohn, sífilis, tuberculose ou HIV.
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