Fissura Anal Crônica: Dor e Esfincterotomia Lateral Interna

HCV - Hospital da Cruz Vermelha Brasileira (PR) — Prova 2015

Enunciado

O principal sintoma e o tratamento mais indicado para fissura anal crônica são, respectivamente:

Alternativas

  1. A) Sangramento e abertura cirúrgica de parte das fibras do esfíncter externo do ânus
  2. B) Dor anal e tratamento clínico
  3. C) Dor anal e abertura cirúrgica de parte das fibras do esfíncter interno do ânus
  4. D) Sangramento e tratamento clínico
  5. E) Dor anal e abertura cirúrgica de parte das fibras do esfíncter externo do ânus

Pérola Clínica

Fissura anal crônica → Dor anal intensa + hipertonia esfincteriana → Esfincterotomia lateral interna (cirúrgico).

Resumo-Chave

O principal sintoma da fissura anal crônica é a dor anal intensa, especialmente durante e após a evacuação. O tratamento mais eficaz para a fissura crônica refratária ao tratamento clínico é a esfincterotomia lateral interna, que visa reduzir a hipertonia do esfíncter anal interno.

Contexto Educacional

A fissura anal é uma úlcera linear ou elíptica na mucosa do canal anal, distal à linha pectínea. A fissura anal crônica é definida pela persistência dos sintomas por mais de 6-8 semanas e pela presença de características como bordas elevadas, papila hipertrófica e plicoma sentinela. É uma condição comum e extremamente dolorosa, sendo um desafio diagnóstico e terapêutico para residentes. O principal sintoma da fissura anal crônica é a dor anal intensa, descrita como "em facada" ou "queimação", que é exacerbada pela evacuação e pode persistir por horas. O sangramento, geralmente discreto e em pequena quantidade no papel higiênico, também pode ocorrer, mas é secundário à dor. A fisiopatologia envolve um trauma na mucosa anal, frequentemente associado à constipação e passagem de fezes endurecidas, que leva a um ciclo vicioso de dor, espasmo do esfíncter anal interno e isquemia local, dificultando a cicatrização. O tratamento da fissura anal crônica começa com medidas clínicas (dieta rica em fibras, laxantes, banhos de assento, pomadas com nitratos ou bloqueadores de canal de cálcio). No entanto, para casos refratários ao tratamento clínico, a intervenção cirúrgica é frequentemente necessária. A esfincterotomia lateral interna é considerada o tratamento padrão-ouro, pois visa reduzir a hipertonia do esfíncter anal interno, melhorando a vascularização e permitindo a cicatrização da fissura. É um procedimento seguro e eficaz, com altas taxas de sucesso e baixo risco de incontinência quando realizado corretamente.

Perguntas Frequentes

Qual o principal sintoma da fissura anal crônica?

O principal sintoma é a dor anal intensa e excruciante, que piora durante e após a evacuação, podendo durar horas. Sangramento discreto também pode ocorrer, mas a dor é o sintoma mais incapacitante.

Por que a esfincterotomia lateral interna é o tratamento mais indicado para fissura anal crônica?

A esfincterotomia lateral interna é o tratamento cirúrgico de escolha porque a fissura crônica está frequentemente associada à hipertonia do esfíncter anal interno. A secção parcial dessas fibras reduz a pressão anal, melhora a vascularização local e permite a cicatrização da fissura.

Quais são as causas da fissura anal crônica?

A fissura anal é geralmente causada por trauma na mucosa anal, frequentemente devido à passagem de fezes duras ou diarreia. A hipertonia do esfíncter anal interno contribui para a cronicidade ao reduzir o fluxo sanguíneo local e dificultar a cicatrização.

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