UFRN/HUOL - Hospital Universitário Onofre Lopes - Natal (RN) — Prova 2020
Médico de uma UBS atende homem, 35 anos, com queixas de dor anal e hematoquezia às evacuações há 04 meses, associada a episódios de constipação. Ao exame anal, foi evidenciada fissura anal crônica em linha média posterior associada à hipertonia esfincteriana. No manejo do tratamento dessa fissura anal, a conduta inicial mais adequada é
Fissura anal crônica: tratamento inicial é clínico, focando em amolecer fezes, aliviar dor e relaxar esfíncter.
O tratamento inicial da fissura anal crônica, mesmo com hipertonia esfincteriana, é conservador. Ele visa quebrar o ciclo de dor-espasmo-isquemia, utilizando amaciadores e incrementadores do bolo fecal para combater a constipação, analgésicos para a dor e pomadas tópicas (como nitratos ou bloqueadores de canal de cálcio) para relaxar o esfíncter e promover a cicatrização.
A fissura anal crônica é uma condição comum que causa dor significativa e impacta a qualidade de vida. É caracterizada por uma úlcera linear no canal anal, geralmente na linha média posterior, associada à hipertonia do esfíncter anal interno. Essa hipertonia leva à isquemia local, dificultando a cicatrização e perpetuando o ciclo de dor e espasmo. O diagnóstico é clínico, baseado na história e exame físico, que pode revelar a fissura e, em casos crônicos, um plicoma sentinela e papila hipertrófica. O manejo da fissura anal, mesmo crônica, deve iniciar com tratamento conservador. O objetivo é aliviar a constipação, reduzir a dor e diminuir o espasmo do esfíncter. Isso é alcançado com o uso de amaciadores e incrementadores do bolo fecal (fibras, psyllium, polietilenoglicol), analgésicos para controle da dor e pomadas tópicas que relaxam o esfíncter, como as à base de nitroglicerina (nitratos) ou bloqueadores de canais de cálcio (diltiazem, nifedipina). Banhos de assento mornos também auxiliam no relaxamento e alívio da dor. A cirurgia, como a esfincterotomia lateral interna, é um tratamento eficaz, mas é reservada para os casos em que o tratamento clínico falha após um período adequado de tentativas. A conduta inicial deve sempre priorizar as medidas menos invasivas, educando o paciente sobre a importância da dieta e higiene para evitar a recorrência. A cauterização química da fissura não é uma prática padrão e laxantes osmóticos isolados não abordam todos os aspectos do tratamento.
A principal causa da fissura anal é o trauma da mucosa anal por fezes endurecidas, levando a um ciclo de dor, espasmo do esfíncter anal interno e isquemia. Manifesta-se com dor intensa durante e após a evacuação, sangramento retal e, em casos crônicos, hipertonia esfincteriana.
Os pilares do tratamento clínico incluem medidas para amolecer as fezes (dieta rica em fibras, ingestão hídrica, amaciadores ou laxantes), controle da dor (analgésicos orais e tópicos) e relaxamento do esfíncter anal interno (banhos de assento, pomadas com nitratos ou bloqueadores de canal de cálcio, como diltiazem ou nifedipina).
A cirurgia, geralmente a esfincterotomia lateral interna, é indicada apenas quando o tratamento clínico otimizado falha em promover a cicatrização da fissura após um período adequado (geralmente 6-8 semanas). Não é uma conduta inicial para a maioria dos casos.
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