Fissura Anal Crônica: Diltiazem Tópico e Manejo

SUS-SP - Sistema Único de Saúde de São Paulo — Prova 2023

Enunciado

Entre as alternativas a seguir, assinale aquela que apresenta uma alteração para a qual, ao exame proctológico, está indicado o uso de pomada tópica de Diltiazen a 2% na região anal.

Alternativas

  1. A) sangramento anal com dor contínua há 8 semanas, associado à presença de plicoma, ulceração na linha média anterior, hipertonia esfincteriana e papila hipertrófica
  2. B) sangramento anal sem dor há 6 semanas, associado à presença de abaulamento perianal com saída de secreção purulenta e ulceração na linha média posterior
  3. C) sangramento anal sem dor há 3 semanas, associado à presença de abaulamento anal durante as evacuações que regride espontaneamente
  4. D) sangramento anal com dor durante as evacuações há 3 semanas, associado à presença de ulceração superficial na linha média posterior e papila hipertrófica
  5. E) sangramento anal com incômodo local há 8 semanas, associado à presença de múltiplas lesões verrucosas na margem anal

Pérola Clínica

Fissura anal crônica (dor > 8 sem, plicoma, hipertonia) → Diltiazem tópico 2% para relaxamento esfincteriano.

Resumo-Chave

A fissura anal crônica é caracterizada por dor anal intensa e sangramento, com duração superior a 8 semanas, e frequentemente associada a hipertonia do esfíncter anal interno. O tratamento com diltiazem tópico visa promover o relaxamento esfincteriano e melhorar a cicatrização.

Contexto Educacional

A fissura anal é uma ulceração linear na mucosa do canal anal, geralmente localizada na linha média posterior. Quando os sintomas persistem por mais de 8 semanas, é classificada como crônica. A dor intensa durante e após a evacuação, associada a sangramento, é o sintoma cardinal. A hipertonia do esfíncter anal interno é um fator crucial na sua fisiopatologia, dificultando a cicatrização. O diagnóstico é clínico, através do exame proctológico, que pode revelar a fissura, plicoma sentinela (pele redundante na margem distal) e papila hipertrófica (na margem proximal). A palpação pode evidenciar a hipertonia esfincteriana. É importante diferenciar de outras causas de dor e sangramento anal. O tratamento inicial da fissura anal crônica é conservador, e o diltiazem tópico a 2% é uma opção eficaz. Ele age relaxando o esfíncter anal interno, reduzindo a pressão e melhorando a perfusão sanguínea local, promovendo a cicatrização. Em casos refratários, outras abordagens, como a esfincterotomia lateral interna, podem ser consideradas.

Perguntas Frequentes

Quais são os critérios para diagnosticar uma fissura anal crônica?

Uma fissura é considerada crônica se persistir por mais de 8 semanas, apresentar bordas elevadas, fibras do esfíncter interno expostas, plicoma sentinela e/ou papila hipertrófica. A dor contínua e a hipertonia esfincteriana são achados comuns.

Por que o diltiazem tópico é usado no tratamento da fissura anal?

O diltiazem é um bloqueador dos canais de cálcio que, quando aplicado topicamente, relaxa o esfíncter anal interno, reduzindo a hipertonia e melhorando o fluxo sanguíneo local, o que favorece a cicatrização da fissura.

Quais são os principais diferenciais da fissura anal?

Os diferenciais incluem hemorroidas (geralmente sem dor intensa, sangramento vivo), fístulas anais (drenagem purulenta), abscessos perianais (dor intensa, febre, abaulamento) e doenças inflamatórias intestinais (úlceras atípicas).

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