SUS-SP - Sistema Único de Saúde de São Paulo — Prova 2023
Entre as alternativas a seguir, assinale aquela que apresenta uma alteração para a qual, ao exame proctológico, está indicado o uso de pomada tópica de Diltiazen a 2% na região anal.
Fissura anal crônica (dor > 8 sem, plicoma, hipertonia) → Diltiazem tópico 2% para relaxamento esfincteriano.
A fissura anal crônica é caracterizada por dor anal intensa e sangramento, com duração superior a 8 semanas, e frequentemente associada a hipertonia do esfíncter anal interno. O tratamento com diltiazem tópico visa promover o relaxamento esfincteriano e melhorar a cicatrização.
A fissura anal é uma ulceração linear na mucosa do canal anal, geralmente localizada na linha média posterior. Quando os sintomas persistem por mais de 8 semanas, é classificada como crônica. A dor intensa durante e após a evacuação, associada a sangramento, é o sintoma cardinal. A hipertonia do esfíncter anal interno é um fator crucial na sua fisiopatologia, dificultando a cicatrização. O diagnóstico é clínico, através do exame proctológico, que pode revelar a fissura, plicoma sentinela (pele redundante na margem distal) e papila hipertrófica (na margem proximal). A palpação pode evidenciar a hipertonia esfincteriana. É importante diferenciar de outras causas de dor e sangramento anal. O tratamento inicial da fissura anal crônica é conservador, e o diltiazem tópico a 2% é uma opção eficaz. Ele age relaxando o esfíncter anal interno, reduzindo a pressão e melhorando a perfusão sanguínea local, promovendo a cicatrização. Em casos refratários, outras abordagens, como a esfincterotomia lateral interna, podem ser consideradas.
Uma fissura é considerada crônica se persistir por mais de 8 semanas, apresentar bordas elevadas, fibras do esfíncter interno expostas, plicoma sentinela e/ou papila hipertrófica. A dor contínua e a hipertonia esfincteriana são achados comuns.
O diltiazem é um bloqueador dos canais de cálcio que, quando aplicado topicamente, relaxa o esfíncter anal interno, reduzindo a hipertonia e melhorando o fluxo sanguíneo local, o que favorece a cicatrização da fissura.
Os diferenciais incluem hemorroidas (geralmente sem dor intensa, sangramento vivo), fístulas anais (drenagem purulenta), abscessos perianais (dor intensa, febre, abaulamento) e doenças inflamatórias intestinais (úlceras atípicas).
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