HSJ - Hospital São José (PR) — Prova 2023
A fissura anal crônica, geralmente, caracteriza-se ao exame físico local pela presença da tríade:
Fissura anal crônica = Plicoma sentinela + Papila hipertrófica + Úlcera linear mediana.
A fissura anal crônica é caracterizada pela tríade clássica de plicoma sentinela (externo), papila anal hipertrófica (interna) e a úlcera linear mediana, geralmente posterior. Esses achados indicam cronicidade e são importantes para o diagnóstico diferencial e planejamento terapêutico.
A fissura anal é uma condição comum que causa dor intensa e sangramento durante a defecação. Quando se torna crônica, ela desenvolve características morfológicas específicas que a diferenciam da forma aguda e auxiliam no diagnóstico e manejo. A cronicidade é definida pela persistência dos sintomas por mais de 6-8 semanas ou pela presença da tríade clássica. A fisiopatologia da fissura anal crônica envolve um ciclo vicioso de dor, espasmo do esfíncter anal interno e isquemia local, que impede a cicatrização. A tríade diagnóstica — plicoma sentinela, papila anal hipertrófica e úlcera linear mediana — é o resultado dessas alterações crônicas. O plicoma sentinela é uma prega cutânea na borda externa da fissura, enquanto a papila hipertrófica é uma papila anal aumentada na borda interna. O tratamento da fissura anal crônica pode ser clínico inicialmente, com medidas para amolecer as fezes e relaxar o esfíncter, mas frequentemente requer intervenção cirúrgica, como a esfincterotomia lateral interna, para quebrar o ciclo de espasmo e promover a cicatrização. O reconhecimento da tríade é fundamental para a abordagem terapêutica adequada.
A tríade da fissura anal crônica consiste em plicoma sentinela externo, hipertrofia da papila anal interna e uma úlcera linear mediana, geralmente localizada na parede posterior do ânus.
O plicoma sentinela é um marcador de cronicidade da fissura anal, representando um edema ou fibrose da pele perianal distal à fissura, formado pela irritação e inflamação contínuas.
A fissura anal aguda é uma lesão mais superficial e recente, sem os achados da tríade. A crônica é mais profunda, com bordas fibróticas e a presença do plicoma sentinela e papila hipertrófica.
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