Fissura Anal Crônica: Sinais e Diagnóstico Típico

Santa Casa de São Paulo - ISCMSP/FCMSCSP (SP) — Prova 2023

Enunciado

Assinale a alternativa que apresenta corretamente as características da fissura anal crônica típica (não relacionada à doença inflamatória intestinal).

Alternativas

  1. A) mais de seis semanas com dor, sangramento, ulceração posterior, hipertonia esfincteriana, papila hipertrófica e plicoma sentinela
  2. B) menos de seis semanas com dor, abaulamento anal, ulceração anterior, hipertonia esfincteriana e papila hipertrófica
  3. C) mais de seis semanas com sangramento, plicoma sentinela, ulceração lateral, hipotonia esfincteriana e secreção purulenta
  4. D) mais de seis semanas com dor, secreção purulenta, ulceração posterior e anterior, hipotonia esfincteriana e papila hipertrófica
  5. E) menos de seis semanas com dor, sangramento, ulceração posterior, hipertonia esfincteriana, plicoma sentinela e secreção purulenta

Pérola Clínica

Fissura anal crônica = >6 semanas dor + sangramento + úlcera posterior + hipertonia esfincteriana + papila hipertrófica + plicoma sentinela.

Resumo-Chave

A fissura anal crônica é caracterizada por sintomas persistentes por mais de seis semanas e achados clássicos ao exame físico, como a úlcera na linha média posterior, hipertonia do esfíncter anal interno e a tríade de fissura (úlcera, papila hipertrófica e plicoma sentinela).

Contexto Educacional

A fissura anal é uma úlcera linear na pele do canal anal, geralmente localizada na linha média posterior. É uma condição comum que causa dor intensa e sangramento durante a evacuação. A distinção entre fissura aguda e crônica é fundamental para o manejo. A fisiopatologia da fissura anal está intimamente ligada à hipertonia do esfíncter anal interno, que leva à isquemia da mucosa anodermica, especialmente na região posterior, que é menos vascularizada. O trauma repetitivo pela passagem de fezes endurecidas agrava a lesão. A dor intensa causa espasmo esfincteriano, perpetuando o ciclo vicioso. A fissura anal crônica é definida pela persistência dos sintomas por mais de seis semanas e pela presença de achados característicos ao exame físico: bordas elevadas e escleróticas, fibras do esfíncter anal interno expostas, e a "tríade da fissura" composta pela úlcera, uma papila hipertrófica na linha denteada e um plicoma sentinela na margem anal. O tratamento inicial é clínico, visando reduzir o espasmo esfincteriano e amolecer as fezes. Em casos refratários, a esfincterotomia lateral interna é o tratamento cirúrgico de escolha.

Perguntas Frequentes

Quais são os sintomas mais comuns da fissura anal?

Os sintomas mais comuns são dor anal intensa durante e após a evacuação, que pode durar horas, e sangramento retal vivo, geralmente em pequena quantidade, visível no papel higiênico ou nas fezes.

Qual a diferença entre fissura anal aguda e crônica?

A fissura anal aguda tem duração de até seis semanas, com bordas finas e fundo limpo. A fissura crônica persiste por mais de seis semanas, apresenta bordas elevadas e escleróticas, fibras do esfíncter interno expostas, e frequentemente a tríade de fissura (papila hipertrófica e plicoma sentinela).

Qual o papel da hipertonia esfincteriana na fissura anal?

A hipertonia do esfíncter anal interno é um fator chave na fisiopatologia da fissura anal. Ela causa isquemia local, dificulta a cicatrização da úlcera e perpetua o ciclo de dor e espasmo, contribuindo para a cronicidade da lesão.

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