Fissura Anal Aguda: Diagnóstico, Causas e Tratamento Clínico

AMP - Associação Médica do Paraná — Prova 2022

Enunciado

Paciente feminina, 30 anos, vem a consulta ambulatorial com queixa de dor anal a evacuação com cerca de 5 dias de evolução associada a episódios de sangramento vivo. Ao exame físico observa-se uma solução de continuidade no bordo anal com aspecto agudo. Em relação à conduta desta paciente, analise as assertivas abaixo e classifique-as em verdadeiro (V) ou falso (F).(   ) A realização de uma colonoscopia é essencial para a confirmação do diagnóstico.(   ) A principal causa desta patologia é alimentação inadequada com baixa ingesta de líquidos e fibras.(   ) A esfincterotomia lateral é o tratamento padrão a ser realizado nessa paciente, apresentando melhor resultado que o tratamento clínico.(   ) O tratamento desta paciente incluiu antibioticoterapia com espectro amplo e drenagem cirúrgica.(   ) A classificação desta doença pode ser realizada pela regra de Goodsall.

Alternativas

  1. A) V – V – F – F – F.
  2. B) F – V – F – F – F.
  3. C)  F – F – V – V – F.
  4. D) V – V – F – V – V.
  5. E) F – F – V – F – V.

Pérola Clínica

Fissura anal aguda: dor + sangramento à evacuação. Tratamento inicial é clínico (dieta, fibras, laxantes, pomadas). Colonoscopia e cirurgia não são de rotina.

Resumo-Chave

O caso descreve uma fissura anal aguda, caracterizada por dor e sangramento à evacuação e uma solução de continuidade no bordo anal. A principal causa é o trauma local por fezes endurecidas, relacionado à baixa ingesta de fibras e líquidos. O tratamento inicial é clínico, e a colonoscopia não é essencial para o diagnóstico.

Contexto Educacional

A fissura anal é uma úlcera linear na pele do canal anal, geralmente localizada na linha média posterior. É uma condição comum, que afeta pessoas de todas as idades, sendo mais prevalente em adultos jovens. A principal causa é o trauma local, frequentemente associado à passagem de fezes endurecidas ou diarreia prolongada, levando a um ciclo vicioso de dor, espasmo do esfíncter anal interno e isquemia local. O diagnóstico da fissura anal é eminentemente clínico, baseado na história de dor anal intensa à evacuação e sangramento vivo, e na visualização da lesão no exame físico. A colonoscopia não é essencial para o diagnóstico de uma fissura anal típica e aguda, sendo reservada para casos atípicos, crônicos ou para rastreamento de outras patologias coloproctológicas. A regra de Goodsall é utilizada para classificar fístulas anais, não fissuras. O tratamento da fissura anal aguda é predominantemente clínico, visando aliviar a dor, promover a cicatrização e prevenir a recorrência. Isso inclui medidas dietéticas (fibras, líquidos), laxantes, banhos de assento e uso de pomadas tópicas que relaxam o esfíncter anal (ex: nitrato de isossorbida, diltiazem). A esfincterotomia lateral é um tratamento cirúrgico reservado para fissuras crônicas refratárias ao tratamento clínico, não sendo a conduta padrão inicial.

Perguntas Frequentes

Quais são os sintomas clássicos da fissura anal?

Os sintomas clássicos da fissura anal incluem dor intensa e aguda durante e após a evacuação, sangramento vivo nas fezes ou no papel higiênico, e, por vezes, prurido ou secreção. A dor é descrita como em "corte" ou "queimação".

Qual é o tratamento inicial para a fissura anal aguda?

O tratamento inicial para a fissura anal aguda é clínico e conservador, focado em amolecer as fezes e reduzir o espasmo do esfíncter anal. Inclui dieta rica em fibras, aumento da ingesta hídrica, laxantes, banhos de assento e pomadas tópicas com relaxantes musculares (ex: diltiazem, nifedipino) ou nitratos.

Quando a esfincterotomia lateral é indicada para fissura anal?

A esfincterotomia lateral é indicada para fissuras anais crônicas que não respondem ao tratamento clínico após 6-8 semanas, ou em casos de fissuras recorrentes. Não é o tratamento padrão para fissuras agudas.

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