UNAERP - Universidade de Ribeirão Preto (SP) — Prova 2024
Homem, 54 anos de idade, refere dor anal intensa durante as evacuações. As dores começaram há 6 semanas, após episódio de dificuldade para evacuar devido a fezes muito endurecidas. Desde então, durante toda evacuação, apresenta dor intensa, que vai melhorando lentamente. Refere ainda ter notado a presença de laivos de sangue no papel higiênico. Assinale a alternativa que apresenta a hipótese diagnóstica mais provável:
Dor anal intensa durante/após evacuação + laivos de sangue + fezes endurecidas → Fissura anal.
A fissura anal é uma úlcera linear na mucosa do canal anal, geralmente na linha média posterior, causada por trauma (fezes endurecidas) e espasmo do esfíncter anal interno. A dor é excruciante, em 'facada', e pode durar horas após a evacuação, acompanhada de sangramento vivo no papel higiênico.
A fissura anal é uma condição comum e dolorosa, caracterizada por uma úlcera linear ou laceração na mucosa do canal anal, distal à linha pectínea. Geralmente ocorre na linha média posterior (90% dos casos) e é frequentemente precipitada por trauma local, como a passagem de fezes endurecidas ou diarreia prolongada. A dor intensa leva ao espasmo do esfíncter anal interno, que reduz o fluxo sanguíneo para a área, dificultando a cicatrização e criando um ciclo vicioso de dor e isquemia. Os sintomas típicos incluem dor anal excruciante durante e após a evacuação, descrita como 'em facada' ou 'queimação', que pode durar de minutos a várias horas. Além da dor, é comum o relato de sangramento vivo, em pequena quantidade, que mancha o papel higiênico ou as fezes. A constipação é um fator de risco importante, pois fezes endurecidas agravam o trauma. O diagnóstico é clínico, realizado pela história e exame físico, que pode revelar a fissura. O tratamento inicial é conservador, com medidas para amolecer as fezes (dieta rica em fibras, hidratação), banhos de assento com água morna para relaxar o esfíncter e analgésicos. Pomadas tópicas com nitroglicerina ou diltiazem são usadas para relaxar o esfíncter anal interno e melhorar a perfusão. Em casos refratários, opções cirúrgicas como a esfincterotomia lateral interna podem ser consideradas.
Os sintomas clássicos incluem dor anal intensa, tipo 'facada' ou 'queimação', durante e após a evacuação, que pode durar horas, e sangramento vivo no papel higiênico ou nas fezes.
O diagnóstico é clínico, baseado na história e no exame físico. A inspeção cuidadosa da região anal geralmente revela uma úlcera linear na linha média posterior (mais comum) ou anterior do canal anal.
O tratamento inicial visa aliviar a dor e promover a cicatrização, incluindo medidas dietéticas para amolecer as fezes (fibras, água), banhos de assento e pomadas tópicas com relaxantes musculares (nitroglicerina, diltiazem) para reduzir o espasmo do esfíncter.
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