UNIRG - Universidade de Gurupi (TO) — Prova 2021
Paciente de 38 anos com história de constipação crônica chega à unidade com queixa de dor intensa durante a evacuação e saída de sangue vivo em pequena quantidade, que suja o papel higiênico, mas que cessa após o final da defecação. O paciente não apresenta outras queixas. Não tem comorbidades. Relata baixa ingesta de líquidos e de fibras. O diagnóstico mais provável seria:
Dor intensa na evacuação + sangramento vivo em pequena qte (papel) + constipação = Fissura anal.
A fissura anal é caracterizada por dor excruciante durante e após a evacuação, muitas vezes associada a sangramento vivo em pequena quantidade. A constipação crônica e o esforço evacuatório são fatores de risco importantes, levando a um ciclo vicioso de dor e retenção fecal.
A fissura anal é uma úlcera linear ou elíptica na mucosa do canal anal, distal à linha pectínea, sendo uma das causas mais comuns de dor anorretal e sangramento retal. Sua etiologia está frequentemente associada ao trauma causado pela passagem de fezes endurecidas ou diarreia frequente, resultando em um ciclo vicioso de dor, espasmo do esfíncter anal interno e isquemia local, que dificulta a cicatrização. A prevalência é alta, afetando indivíduos de todas as idades, mas mais comum em adultos jovens e de meia-idade. O quadro clínico típico é de dor intensa e lancinante durante e após a evacuação, que pode persistir por horas, acompanhada de sangramento vivo em pequena quantidade, geralmente notado no papel higiênico. A constipação crônica e a baixa ingesta de fibras e líquidos são fatores predisponentes importantes. O diagnóstico é primariamente clínico, baseado na história e no exame físico, que revela a fissura, mais comumente na linha média posterior. Em casos atípicos ou que não cicatrizam, outras causas como doença de Crohn, infecções ou malignidades devem ser consideradas. O tratamento inicial é conservador e visa aliviar a dor, reduzir o espasmo do esfíncter e promover a cicatrização. Isso inclui medidas dietéticas para amolecer as fezes (aumento de fibras e líquidos), banhos de assento com água morna e uso de pomadas tópicas com relaxantes musculares (nitroglicerina, diltiazem) ou anestésicos. Em casos refratários, opções cirúrgicas como a esfincterotomia lateral interna podem ser consideradas para reduzir o tônus do esfíncter e melhorar a perfusão local, com altas taxas de sucesso.
Os sintomas clássicos da fissura anal incluem dor intensa e aguda durante e após a evacuação, que pode durar horas, além de sangramento vivo em pequena quantidade, geralmente notado no papel higiênico ou nas fezes. Prurido e espasmo do esfíncter anal também podem estar presentes.
A constipação crônica é um fator de risco importante para o desenvolvimento da fissura anal. Fezes endurecidas e o esforço excessivo durante a evacuação podem causar trauma na mucosa do canal anal, levando à formação da fissura. A dor da fissura, por sua vez, pode levar o paciente a reter as fezes, agravando a constipação e perpetuando o ciclo.
O principal diagnóstico diferencial da fissura anal com sangramento é a doença hemorroidária. Embora ambas causem sangramento retal, a fissura se caracteriza por dor excruciante durante a defecação, enquanto as hemorroidas geralmente causam sangramento indolor ou dor associada a prolapso ou trombose.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo