UERJ/HUPE - Hospital Universitário Pedro Ernesto (RJ) — Prova 2024
A lesão da fissura anal, além de dolorosa, também é caracterizada por ser:
Fissura anal: lesão longitudinal no canal anal, associada à hipertonia do esfíncter interno.
A fissura anal é uma úlcera linear, geralmente longitudinal, localizada na linha média posterior do canal anal. Sua principal característica fisiopatológica é a associação com a hipertonia do esfíncter anal interno, que causa isquemia local e dificulta a cicatrização.
A fissura anal é uma condição anorretal comum e extremamente dolorosa, caracterizada por uma úlcera linear ou elíptica na mucosa do canal anal. Embora possa ocorrer em qualquer idade, é mais prevalente em adultos jovens e de meia-idade. A importância clínica reside no impacto significativo na qualidade de vida do paciente devido à dor intensa e no desafio do tratamento, que visa quebrar o ciclo vicioso da dor e espasmo. A fisiopatologia da fissura anal geralmente começa com um trauma na mucosa do canal anal, frequentemente causado pela passagem de fezes endurecidas ou diarreia prolongada. Este trauma leva à formação de uma úlcera. A dor resultante provoca um espasmo reflexo do esfíncter anal interno, levando à hipertonia. Essa hipertonia reduz o fluxo sanguíneo local (isquemia), o que dificulta a cicatrização da fissura e perpetua o ciclo de dor e espasmo. A localização mais comum é na linha média posterior (90% dos casos), devido à menor vascularização nessa área. O tratamento da fissura anal visa aliviar a dor, relaxar o esfíncter e promover a cicatrização. Inicialmente, o manejo é conservador, incluindo dieta rica em fibras, laxantes, banhos de assento e pomadas tópicas com relaxantes musculares (como diltiazem ou nifedipino) ou nitratos. Em casos de fissura crônica refratária ao tratamento conservador, a esfincterotomia lateral interna é o procedimento cirúrgico de escolha, que visa reduzir a hipertonia do esfíncter anal interno. O prognóstico é bom com o tratamento adequado, mas a recorrência é possível se os fatores predisponentes não forem controlados.
Os sintomas clássicos incluem dor intensa durante e após a defecação, sangramento retal vermelho vivo em pequena quantidade e, por vezes, prurido anal. A dor é descrita como "rasgando" ou "queimando".
A principal causa é o trauma na mucosa anal, geralmente por fezes endurecidas. A fisiopatologia envolve um ciclo vicioso de dor, espasmo do esfíncter anal interno (hipertonia), isquemia local e dificuldade de cicatrização.
Fissuras agudas são superficiais e sem sinais de cronicidade. Fissuras crônicas apresentam bordas elevadas, papila sentinela (hipertrofia da cripta anal) e/ou plicoma sentinela (excesso de pele na borda anal).
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