Santa Casa de Limeira (SP) — Prova 2024
Mulher, 34 anos, hígida, com antecedente de constipação intestinal e necessidade de uso frequente de laxantes para auxílio na evacuação. Refere que há 2 dias iniciou quadro de importante dor anal ao evacuar associado a sangramento. Nega febre. Qual diagnóstico provável e caso confirmado, qual tratamento?
Dor anal intensa ao evacuar + sangramento em constipado → Fissura anal. Tto: analgesia, emoliente, nifedipino tópico.
A fissura anal é uma laceração linear na mucosa do canal anal, frequentemente causada por trauma durante a evacuação de fezes endurecidas, comum em pacientes com constipação. A dor intensa e o sangramento vermelho vivo são sintomas típicos, e o tratamento visa aliviar a dor, amolecer as fezes e promover a cicatrização.
A fissura anal é uma condição comum, caracterizada por uma laceração linear na mucosa do canal anal, geralmente localizada na linha média posterior (90% dos casos). É frequentemente associada à constipação intestinal e à passagem de fezes endurecidas, que causam trauma local. A dor anal é o sintoma mais proeminente, descrita como excruciante e que se intensifica durante e após a evacuação, podendo durar horas. O sangramento é geralmente discreto, vermelho vivo, notado no papel higiênico ou nas fezes. A ausência de febre e a história de constipação são pistas importantes para o diagnóstico. O diagnóstico é clínico, baseado na história e no exame físico, que revela a fissura. Em casos agudos, a fissura é superficial; em casos crônicos (duração > 6 semanas), pode haver bordas elevadas, papila sentinela e hipertrofia do esfíncter interno. O tratamento inicial é conservador e visa aliviar a dor, reduzir o espasmo do esfíncter anal interno e amolecer as fezes. Isso inclui analgesia (oral ou tópica), uso de emolientes fecais (fibras, laxantes osmóticos) e banhos de assento com água morna. Para promover a cicatrização, são utilizadas pomadas tópicas que relaxam o esfíncter anal, como as de nifedipino (bloqueador de canal de cálcio) ou diltiazem, que aumentam o fluxo sanguíneo local e reduzem o espasmo. A toxina botulínica pode ser injetada no esfíncter em casos refratários. Em falha do tratamento conservador, a esfincterotomia lateral interna é a opção cirúrgica mais eficaz, mas com risco de incontinência fecal. O manejo da constipação subjacente é fundamental para prevenir recorrências.
Os sintomas clássicos da fissura anal incluem dor anal intensa e aguda, especialmente durante e após a evacuação, e sangramento vermelho vivo discreto, que pode ser notado no papel higiênico ou nas fezes.
O tratamento inicial da fissura anal envolve medidas conservadoras como analgesia, uso de emolientes fecais para evitar fezes endurecidas, banhos de assento e aplicação tópica de pomadas que relaxam o esfíncter anal, como as de nifedipino ou diltiazem.
A constipação intestinal leva à formação de fezes endurecidas e de grande volume, que podem causar trauma e laceração da mucosa do canal anal durante a evacuação, iniciando ou agravando uma fissura.
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