Santa Casa de Campo Grande (MS) — Prova 2021
É uma úlcera linear envolvendo a metade inferior do canal anal, em geral localizada na comissura posterior na linha média. Os achados associados característicos incluem dilatação varicosa-sentinela e um plicoma, externamente e, uma papila anal dilatada, internamente. Pelo fato de envolver o epitélio escamoso, altamente sensível, tal doença no ânus com frequência são dolorosas.
Fissura anal = úlcera linear dolorosa no canal anal, frequentemente com plicoma sentinela e papila hipertrófica.
A fissura anal é uma úlcera linear na pele do canal anal, geralmente na linha média posterior, causando dor intensa, especialmente durante e após a evacuação. A cronicidade pode levar à formação de um plicoma sentinela externo e uma papila anal hipertrófica interna.
A fissura anal é uma condição proctológica comum, caracterizada por uma úlcera linear no canal anal, que causa dor intensa e, por vezes, sangramento. É mais frequente na comissura posterior, devido a fatores anatômicos e vasculares que predispõem a trauma e isquemia local, dificultando a cicatrização. A fisiopatologia envolve o trauma da mucosa anal por fezes endurecidas, levando à formação da úlcera. A dor intensa causa espasmo do esfíncter anal interno, que perpetua a isquemia e dificulta a cicatrização, cronificando a lesão. Achados típicos incluem o plicoma sentinela externo e a papila anal hipertrófica interna. O tratamento inicial é conservador, com medidas dietéticas para amolecer as fezes, banhos de assento e pomadas com relaxantes musculares (nitroglicerina, diltiazem). Em casos refratários, pode-se considerar toxina botulínica ou esfincterotomia lateral interna, que é o tratamento cirúrgico definitivo para aliviar o espasmo esfincteriano.
Os principais sintomas são dor anal intensa, especialmente durante e após a evacuação, sangramento retal leve (geralmente vermelho vivo no papel higiênico) e, em casos crônicos, a presença de um plicoma sentinela.
A fissura anal é mais comumente localizada na comissura posterior da linha média do canal anal, devido à menor vascularização e maior estresse mecânico nessa região durante a defecação.
A fissura anal crônica pode apresentar um plicoma sentinela (pele espessada na margem externa da fissura) e uma papila anal hipertrófica (aumento da papila interna), além da própria úlcera linear.
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