Fissura Anal: Diagnóstico e Manejo da Dor no Canal Anal

UFGD/HU - Hospital Universitário de Dourados (MS) — Prova 2019

Enunciado

É uma doença muito comum, devendo ser prontamente reconhecida pelo médico da família. [...] é uma lesão longitudinal dolorosa, localizada no canal anal que se inicia um pouco abaixo da linha pectínea até a margem anal. Pode ser resultado direto de trauma direto produzido por fezes endurecidas. Apresenta-se por uma inflamação pronunciada na área circundante e está diretamente associada a hipertonia esfincteriana devido a dor no local [...]. Sua localização mais frequente é no polo posterior do ânus (66 a 86% dos casos), sendo que a lesão anterior aparece em 8% dos homens e em 25% das mulheres [...]. Caso o toque seja possível, é notável o aumento no tônus da musculatura do esfíncter anal, evidenciando um dos achados característicos da doença. A lesão aguda é um solução de continuidade superficial com a mucosa anal. A lesão crônica é uma úlcera bem definida com bordos irregulares, base endurecida e fibrosa. (GUSSO, G.; LOPES, J.M.C. Tratado de medicina de família e comunidade: princípios, formação e prática. Porto Alegre: Artmed, 2012. p. 1386.)Com base na descrição, o diagnóstico é compatível com

Alternativas

  1. A) Sífilis.
  2. B) HIV.
  3. C) Doença de Chron.
  4. D) Colite ulcerativa.
  5. E) Fissura anal.

Pérola Clínica

Fissura anal = lesão longitudinal dolorosa no canal anal, frequentemente posterior, associada a hipertonia esfincteriana.

Resumo-Chave

A descrição detalhada de uma lesão longitudinal dolorosa no canal anal, associada a hipertonia esfincteriana e frequentemente localizada no polo posterior, é altamente característica de fissura anal. O trauma por fezes endurecidas é um fator etiológico comum.

Contexto Educacional

A fissura anal é uma condição proctológica comum, caracterizada por uma lesão longitudinal dolorosa na mucosa do canal anal, estendendo-se da linha pectínea até a margem anal. É uma das causas mais frequentes de dor anal e sangramento retal, afetando significativamente a qualidade de vida dos pacientes. A etiologia principal envolve o trauma mecânico da passagem de fezes endurecidas, levando a um ciclo vicioso de dor, espasmo do esfíncter anal interno e isquemia local. O diagnóstico é eminentemente clínico, baseado na história de dor intensa relacionada à evacuação e no exame físico. A localização mais comum é na linha média posterior (66-86% dos casos), sendo menos frequente na linha média anterior (8% em homens, 25% em mulheres). O toque retal pode ser difícil devido à dor e à hipertonia esfincteriana. A distinção entre fissura aguda (superficial) e crônica (bordos elevados, base fibrótica, possível papila sentinela) é importante para o planejamento terapêutico. O tratamento visa aliviar a dor, promover a cicatrização e reduzir o espasmo esfincteriano. Medidas conservadoras incluem dieta rica em fibras, hidratação, banhos de assento e uso de pomadas tópicas (nitroglicerina, diltiazem) para relaxamento do esfíncter. Em casos refratários ou crônicos, opções cirúrgicas como a esfincterotomia lateral interna podem ser consideradas para reduzir o tônus do esfíncter e melhorar a perfusão local, embora com risco de incontinência.

Perguntas Frequentes

Quais são os sintomas clássicos da fissura anal?

Os sintomas clássicos incluem dor intensa durante e após a evacuação, sangramento retal vermelho vivo em pequena quantidade, e prurido anal. A dor é frequentemente descrita como "rasgando" ou "queimando".

Qual é o tratamento inicial para a fissura anal aguda?

O tratamento inicial foca em amolecer as fezes (fibras, laxantes), banhos de assento com água morna para relaxar o esfíncter e analgésicos tópicos ou orais. Pomadas com nitratos ou bloqueadores de canal de cálcio podem ser usadas para reduzir o espasmo.

Como diferenciar uma fissura anal aguda de uma crônica?

A fissura aguda é uma solução de continuidade superficial na mucosa, enquanto a crônica é uma úlcera bem definida com bordos endurecidos, base fibrótica e, por vezes, uma papila hipertrófica ou plicoma sentinela associado.

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