Grupo OPTY - Rede de Oftalmologia — Prova 2025
A Síndrome do Roubo da Subclávia (SRS) é uma condição relativamente rara, mas significativa, que pode levar a Acidente Vascular Cerebral (AVC), especialmente em jovens, predominantemente em homens tabagistas. É CORRETA a alternativa:
SRS = Estenose subclávia → Fluxo vertebral retrógrado → Isquemia vertebrobasilar.
A Síndrome do Roubo da Subclávia (SRS) é causada por uma estenose ou oclusão na artéria subclávia proximal, levando ao fluxo retrógrado na artéria vertebral ipsilateral para suprir o braço. Esse 'roubo' de sangue pode causar sintomas de isquemia vertebrobasilar, especialmente durante o esforço do membro superior afetado.
A Síndrome do Roubo da Subclávia (SRS) é uma condição vascular caracterizada pela oclusão ou estenose significativa da artéria subclávia proximal à origem da artéria vertebral. Embora relativamente rara, sua importância clínica reside no potencial de causar isquemia do membro superior e, mais criticamente, sintomas neurológicos de isquemia vertebrobasilar, incluindo Acidente Vascular Cerebral (AVC), especialmente em populações de risco como homens tabagistas. A epidemiologia está ligada aos fatores de risco da aterosclerose. A fisiopatologia central da SRS envolve um gradiente de pressão significativo na artéria subclávia estenótica. Para compensar a demanda de fluxo sanguíneo para o membro superior ipsilateral, o sangue é 'roubado' do sistema vertebrobasilar, fluindo de forma retrógrada pela artéria vertebral ipsilateral. Esse fluxo retrógrado pode comprometer a perfusão do tronco cerebral e cerebelo, levando aos sintomas neurológicos. O diagnóstico é fortemente sugerido pela diferença de pressão arterial sistólica entre os braços (>20 mmHg) e confirmado por exames de imagem, como o Doppler de carótidas e vertebrais, que visualiza a estenose e o fluxo retrógrado. O tratamento da SRS visa restaurar o fluxo sanguíneo adequado para o membro superior e o sistema vertebrobasilar, prevenindo a isquemia. As opções incluem angioplastia com stent ou cirurgia de revascularização. O prognóstico é geralmente bom com o tratamento adequado. Para residentes, é fundamental suspeitar de SRS em pacientes com sintomas neurológicos vertebrobasilares que pioram com o esforço do braço, ou em casos de diferença significativa de pressão arterial entre os membros superiores, e saber que o Doppler é uma ferramenta diagnóstica essencial.
Os sintomas da SRS podem incluir isquemia do membro superior afetado (dor, fadiga, parestesia, claudicação) e sintomas de isquemia vertebrobasilar (tontura, vertigem, síncope, diplopia, ataxia), que pioram com o esforço do braço ipsilateral.
O Doppler de carótidas e vertebrais é crucial para o diagnóstico da SRS, pois permite identificar a estenose ou oclusão da artéria subclávia e, principalmente, demonstrar o fluxo retrógrado na artéria vertebral ipsilateral, confirmando o fenômeno de 'roubo'.
Os principais fatores de risco para a SRS são os mesmos da aterosclerose, incluindo tabagismo, hipertensão arterial, dislipidemia e diabetes. Embora possa ocorrer em jovens, é mais comum em pacientes com doença aterosclerótica estabelecida, sendo mais prevalente em homens.
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