Síndrome Coronariana Aguda: Fisiopatologia e Tratamento

SES-MA - Secretaria de Estado de Saúde do Maranhão — Prova 2015

Enunciado

No contexto de SCA (Síndrome Coronariana Aguda), qual das assertivas a seguir está CORRETA?

Alternativas

  1. A) O mecanismo fisiopatológico da SCA é aterotrombótico, justificando a importância do uso de antiagregantes e anticoagulantes de maneira imediata.
  2. B) Em SCA no contexto de uso de cocaína, devemos priorizar o uso imediato de betabloqueador.
  3. C) Paciente submetido à angioplastia com stent farmacológico deve usar AAS ou clopidogrel (ou seja, monoterapia antiagregante) por no mínimo 1 ano.
  4. D) Menstruação ativa é contraindicação absoluta ao uso de trombolítico.
  5. E) No infarto agudo sem supra de ST, a presença de infradesnivelamento de ST, idade e uso prévio de AAS não interferem na estratificação de risco destes pacientes.

Pérola Clínica

SCA = Aterotrombose → Antiagregação e anticoagulação imediatas são pilares do tratamento.

Resumo-Chave

A fisiopatologia da Síndrome Coronariana Aguda (SCA) é predominantemente aterotrombótica, envolvendo a ruptura de uma placa aterosclerótica e a subsequente formação de um trombo. Isso justifica a importância da terapia antiplaquetária (antiagregantes) e anticoagulante imediata para prevenir a oclusão total ou parcial da artéria coronária e limitar o dano miocárdico.

Contexto Educacional

A Síndrome Coronariana Aguda (SCA) abrange um espectro de condições que incluem angina instável, infarto agudo do miocárdio sem supradesnivelamento do segmento ST (IAMSSST) e infarto agudo do miocárdio com supradesnivelamento do segmento ST (IAMCSST). É uma das principais causas de morbimortalidade cardiovascular globalmente, sendo um desafio diagnóstico e terapêutico na prática médica. A fisiopatologia central da SCA é a aterotrombose. Uma placa aterosclerótica vulnerável na artéria coronária sofre ruptura ou erosão, expondo o material trombogênico subendotelial. Isso desencadeia a ativação e agregação plaquetária, seguida pela ativação da cascata de coagulação, resultando na formação de um trombo que pode ocluir parcial ou totalmente o lúmen do vaso, levando à isquemia miocárdica. O tratamento da SCA é multifacetado e deve ser iniciado o mais rápido possível. A terapia antiagregante plaquetária (com AAS e um inibidor P2Y12) e a anticoagulação são pilares fundamentais, visando estabilizar a placa e prevenir a formação ou crescimento do trombo. Outras medidas incluem o controle da dor, oxigenoterapia (se hipoxemia), nitratos e betabloqueadores (com cautela em casos específicos, como uso de cocaína). A estratificação de risco e a decisão por estratégias invasivas (cateterismo) ou conservadoras são cruciais para otimizar o prognóstico.

Perguntas Frequentes

Qual o principal mecanismo fisiopatológico da Síndrome Coronariana Aguda (SCA)?

O principal mecanismo é a aterotrombose, que ocorre quando uma placa aterosclerótica instável na artéria coronária se rompe, expondo seu conteúdo trombogênico ao sangue e levando à formação de um trombo que oclui parcial ou totalmente o vaso.

Por que a terapia antiagregante e anticoagulante é fundamental no manejo inicial da SCA?

Essas terapias são fundamentais para inibir a formação e o crescimento do trombo, restaurar o fluxo sanguíneo coronariano, prevenir a oclusão completa do vaso e limitar a extensão do infarto do miocárdio, melhorando o prognóstico do paciente.

Qual a contraindicação do uso de betabloqueadores em SCA associada ao uso de cocaína?

Em SCA induzida por cocaína, os betabloqueadores são contraindicados como primeira linha, pois podem exacerbar o vasoespasmo coronariano ao bloquear os receptores beta-2 sem bloquear os alfa-1, levando a uma vasoconstrição não oposta e piora da isquemia.

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