UFPB/HULW - Hospital Universitário Lauro Wanderley - João Pessoa (PB) — Prova 2020
Sobre a sepse, é correto afirmar:
Sepse → Lesão endotelial generalizada = principal mecanismo de disfunção de múltiplos órgãos.
A sepse é uma disfunção orgânica com risco de vida causada por uma resposta desregulada do hospedeiro a uma infecção. A lesão vascular endotelial generalizada é um evento central na fisiopatologia, levando à disfunção microcirculatória, aumento da permeabilidade vascular e, consequentemente, à falência de múltiplos órgãos.
A sepse é uma síndrome complexa e grave, definida como uma disfunção orgânica com risco de vida causada por uma resposta desregulada do hospedeiro a uma infecção. A compreensão de sua fisiopatologia é fundamental para o manejo adequado. A resposta inflamatória sistêmica desencadeada pela infecção leva a uma série de eventos que culminam na disfunção de múltiplos órgãos. Um dos mecanismos centrais na fisiopatologia da sepse é a lesão vascular endotelial generalizada. Essa lesão compromete a integridade da barreira endotelial, resultando em aumento da permeabilidade vascular, extravasamento de fluidos para o espaço intersticial, edema e hipovolemia relativa. Além disso, a disfunção endotelial promove a ativação da coagulação e inibição da fibrinólise, levando à formação de microtrombos que obstruem a microcirculação e exacerbam a isquemia tecidual. Essa cascata de eventos é o principal motor da disfunção de múltiplos órgãos observada na sepse. No choque séptico, uma forma mais grave de sepse, a hipotensão é característica, mas, diferentemente do choque hipovolêmico, o débito cardíaco pode ser normal ou até aumentado devido à vasodilatação periférica e diminuição da resistência vascular sistêmica. O diagnóstico de sepse é clínico, baseado na presença de infecção suspeita ou confirmada e disfunção orgânica, não dependendo exclusivamente do isolamento do microrganismo. A acidose metabólica com anion gap elevado e hiperlactatemia são achados comuns, refletindo a hipoperfusão e o metabolismo anaeróbico.
A lesão endotelial generalizada é crucial na sepse, pois leva à disfunção da microcirculação, aumento da permeabilidade vascular, extravasamento de fluidos para o interstício, formação de microtrombos e comprometimento da perfusão tecidual, culminando na disfunção de múltiplos órgãos.
Na sepse, a hipotensão é primariamente causada por vasodilatação periférica e diminuição da resistência vascular sistêmica, frequentemente com débito cardíaco normal ou aumentado. No choque hipovolêmico, a hipotensão resulta da diminuição do volume intravascular, levando a um débito cardíaco reduzido e resistência vascular sistêmica aumentada.
O lactato está elevado na sepse devido à hipoperfusão tecidual e disfunção mitocondrial, que levam à glicólise anaeróbica. Níveis elevados de lactato são um marcador de hipóxia tecidual e estão associados a maior gravidade e pior prognóstico, sendo um importante parâmetro para guiar a ressuscitação.
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