Pré-Eclâmpsia: Fisiopatologia da Invasão Trofoblástica

UNIRG - Universidade de Gurupi (TO) — Prova 2020

Enunciado

Na pré-eclâmpsia há um defeito na placentação, que leva ao stress oxidativo, que é o início de todo processo fisiopatológico da doença. Esse defeito é caracterizado pela

Alternativas

  1. A) incorporação das células trofoblásticas na parede vascular materna.
  2. B) regeneração vascular materna com reendotelização.
  3. C) obstrução subintimal dos vasos maternos.
  4. D) ausência da segunda onda de invasão trofoblástica nas artérias espiraladas.

Pérola Clínica

Pré-eclâmpsia = ausência da 2ª onda de invasão trofoblástica nas artérias espiraladas → má perfusão placentária.

Resumo-Chave

A pré-eclâmpsia é caracterizada por um defeito na placentação, especificamente a falha da segunda onda de invasão trofoblástica nas artérias espiraladas maternas, o que impede o remodelamento vascular e leva à má perfusão placentária e estresse oxidativo.

Contexto Educacional

A pré-eclâmpsia é uma das principais causas de morbimortalidade materna e perinatal globalmente, sendo uma condição complexa cuja fisiopatologia central reside em um defeito na placentação. Compreender esse mecanismo é fundamental para o diagnóstico precoce e o manejo adequado da doença. Normalmente, durante a gravidez, as células trofoblásticas invadem as artérias espiraladas maternas em duas ondas, remodelando-as em vasos de baixa resistência e alta capacitância, essenciais para o fluxo sanguíneo adequado à placenta. Na pré-eclâmpsia, ocorre uma falha na segunda onda de invasão trofoblástica, resultando em artérias espiraladas que permanecem estreitas e reativas. Essa má perfusão placentária leva à hipóxia e isquemia, desencadeando estresse oxidativo e a liberação de fatores antiangiogênicos (como sFlt-1) e pró-inflamatórios na circulação materna. Esses fatores causam disfunção endotelial sistêmica, que se manifesta clinicamente como hipertensão, proteinúria e disfunção de múltiplos órgãos (renal, hepática, neurológica, hematológica). Para residentes, é crucial entender que a pré-eclâmpsia não é apenas uma doença hipertensiva, mas uma síndrome de origem placentária com repercussões sistêmicas.

Perguntas Frequentes

Qual o principal defeito na placentação da pré-eclâmpsia?

O principal defeito é a falha da segunda onda de invasão trofoblástica, que impede o remodelamento adequado das artérias espiraladas maternas, tornando-as vasos de alta resistência e baixo fluxo.

Como o estresse oxidativo se relaciona com a pré-eclâmpsia?

A má perfusão placentária resultante da falha na invasão trofoblástica leva à isquemia e hipóxia, gerando estresse oxidativo e liberação de fatores antiangiogênicos que causam disfunção endotelial materna generalizada.

Quais as consequências da má perfusão placentária na pré-eclâmpsia?

A má perfusão placentária resulta em restrição de crescimento fetal, oligodramnia e, na mãe, hipertensão, proteinúria e disfunção de múltiplos órgãos devido à disfunção endotelial sistêmica.

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