UFPA/HUJBB - Hospital Universitário João de Barros Barreto - Belém (PA) — Prova 2024
Com relação à fisiopatologia da pré-eclâmpsia, é INCORRETO afirmar:
Pré-eclâmpsia: Defeito na invasão trofoblástica (1ª e 2ª ondas) leva a isquemia placentária e disfunção endotelial materna.
A fisiopatologia da pré-eclâmpsia inicia-se com uma placentação defeituosa, caracterizada pela invasão inadequada das artérias espiraladas pelo trofoblasto, afetando tanto a primeira quanto a segunda onda de invasão. Embora o defeito se estabeleça precocemente, a manifestação clínica da doença (hipertensão e proteinúria) ocorre tipicamente após a 20ª semana de gestação, e não até a 12ª semana.
A pré-eclâmpsia é uma complicação grave da gravidez, caracterizada por hipertensão e proteinúria após a 20ª semana de gestação, sendo uma das principais causas de morbimortalidade materna e perinatal globalmente. Sua compreensão é fundamental para residentes de Ginecologia e Obstetrícia, bem como para clínicos gerais, devido à sua prevalência e ao potencial de rápida progressão para formas graves, como a eclâmpsia. A fisiopatologia da pré-eclâmpsia é multifatorial, mas o evento central é a placentação defeituosa. Isso ocorre devido à invasão inadequada das artérias espiraladas uterinas pelo trofoblasto, que não se remodelam adequadamente para se tornarem vasos de baixa resistência. Essa falha resulta em perfusão placentária inadequada e hipóxia, levando ao estresse oxidativo e à liberação de fatores inflamatórios e antiangiogênicos na circulação materna, como o sFlt-1 e a endotelina-1, que causam disfunção endotelial sistêmica. Essa disfunção é a base para as manifestações clínicas maternas, como hipertensão, proteinúria e, em casos mais graves, disfunção de órgãos-alvo. O diagnóstico precoce e o manejo adequado são cruciais para prevenir complicações. O tratamento definitivo é o parto, mas o manejo expectante em casos selecionados visa prolongar a gestação com segurança. O monitoramento rigoroso da pressão arterial, função renal, hepática e sinais de alerta é essencial. A profilaxia com aspirina em gestantes de alto risco é uma estratégia importante para reduzir a incidência da doença, reforçando a importância do conhecimento aprofundado da sua fisiopatologia.
O principal evento é a placentação defeituosa, com invasão inadequada das artérias espiraladas pelo trofoblasto, que falham em se remodelar para vasos de baixa resistência e alta capacitância, resultando em isquemia placentária.
A primeira onda ocorre entre 8-10 semanas e a segunda entre 16-20 semanas. Na pré-eclâmpsia, a invasão inadequada em ambas as ondas impede o remodelamento vascular adequado, levando à hipóxia placentária e liberação de fatores antiangiogênicos e inflamatórios.
A isquemia placentária leva à liberação de fatores que causam disfunção endotelial sistêmica materna, resultando em vasoconstrição generalizada, aumento da pressão arterial, proteinúria, e em casos graves, disfunção de múltiplos órgãos como rins, fígado e cérebro.
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