Santa Casa de Marília (SP) — Prova 2022
Está presente na fisiopatologia da pré-eclâmpsia:
Pré-eclâmpsia → disfunção endotelial generalizada = vasoespasmo e hipertensão.
A pré-eclâmpsia é caracterizada por uma disfunção endotelial sistêmica, que leva a um desequilíbrio entre fatores vasodilatadores e vasoconstritores, resultando em vasoespasmo generalizado e, consequentemente, hipertensão e comprometimento de múltiplos órgãos.
A pré-eclâmpsia é uma das principais causas de morbimortalidade materna e perinatal, caracterizada por hipertensão e proteinúria (ou sinais de disfunção de órgão-alvo) após 20 semanas de gestação. Sua fisiopatologia é complexa e ainda não totalmente compreendida, mas o vasoespasmo e a disfunção endotelial são reconhecidos como eventos centrais. O processo inicia-se com uma placentação anormal, resultando em perfusão inadequada e liberação de fatores antiangiogênicos na circulação materna. Esses fatores causam uma disfunção endotelial generalizada, levando a um desequilíbrio entre substâncias vasodilatadoras (como óxido nítrico e prostaciclina) e vasoconstritoras (como tromboxano A2 e endotelina-1). O resultado é um vasoespasmo sistêmico, que eleva a pressão arterial e compromete a perfusão de múltiplos órgãos, como rins, fígado, cérebro e placenta. Clinicamente, isso se manifesta como hipertensão, proteinúria, edema, e pode evoluir para complicações graves como eclâmpsia, síndrome HELLP, insuficiência renal aguda e restrição de crescimento intrauterino. O manejo visa controlar a pressão arterial, prevenir convulsões e, em última instância, realizar o parto para resolver a condição. O conhecimento aprofundado da fisiopatologia é crucial para o diagnóstico precoce e a gestão adequada desta síndrome grave.
O vasoespasmo é um achado central na pré-eclâmpsia, resultante da disfunção endotelial e do desequilíbrio entre substâncias vasodilatadoras e vasoconstritoras, levando à hipertensão e hipoperfusão orgânica generalizada.
A disfunção endotelial generalizada causa aumento da permeabilidade vascular, ativação plaquetária, coagulopatia e resposta inflamatória, culminando em danos a múltiplos órgãos e sistemas, como rins, fígado e cérebro.
As manifestações incluem hipertensão, proteinúria, edema, cefaleia, distúrbios visuais e dor epigástrica, que são reflexos diretos da disfunção endotelial e do vasoespasmo sistêmico.
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