UFCSPA - Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (RS) — Prova 2025
A osteoporose é caracterizada por baixa massa óssea e uma deterioração microarquitetural do tecido ósseo, levando ao aumento da fragilidade óssea e a um consequente aumento no risco de fraturas, mesmo com pouco ou nenhum trauma. Em relação à sua fisiopatologia, assinale a alternativa INCORRETA.
Menarca tardia = menor exposição ao estrogênio → menor pico de massa óssea → ↑ risco de osteoporose.
O pico de massa óssea, atingido no final da adolescência, é um determinante crucial do risco de osteoporose. Fatores que reduzem a exposição ao estrogênio durante este período, como menarca tardia ou amenorreia, prejudicam o acúmulo de massa óssea e aumentam a fragilidade futura.
A osteoporose é uma doença esquelética sistêmica caracterizada pela diminuição da massa óssea e deterioração da microarquitetura do tecido ósseo, resultando em aumento da fragilidade e do risco de fraturas. Sua prevenção começa na infância e adolescência, período em que ocorre o acúmulo de massa óssea até atingir seu pico, por volta dos 20-30 anos. A fisiopatologia é multifatorial, mas o balanço entre osteoblastos (formação) e osteoclastos (reabsorção) é central. O estrogênio inibe a atividade dos osteoclastos. Portanto, condições de hipoestrogenismo, como menopausa, menarca tardia ou amenorreia, resultam em aumento da reabsorção e perda de massa óssea. A menarca tardia é um fator de risco significativo porque encurta o período de exposição ao estrogênio durante a fase crucial de desenvolvimento esquelético, levando a um pico de massa óssea subótimo. A suplementação de cálcio e vitamina D e a prática de exercícios de impacto são fundamentais para maximizar o pico de massa óssea.
Os principais fatores incluem genética, baixa ingestão de cálcio e vitamina D, sedentarismo, tabagismo, uso de corticoides e, crucialmente, fatores hormonais como menarca tardia, menopausa precoce e períodos de amenorreia (hipoestrogenismo).
A menarca tardia significa um início mais tardio da produção de estrogênio, hormônio fundamental para a mineralização óssea. Com menor tempo de exposição ao estrogênio durante a fase crítica de acúmulo ósseo, o pico de massa óssea atingido é menor, resultando em maior fragilidade óssea na vida adulta.
A tríade (baixa disponibilidade energética, amenorreia e baixa densidade óssea) leva a um estado de hipoestrogenismo funcional. A ausência de estrogênio acelera a reabsorção óssea, resultando em perda óssea e aumento do risco de fraturas por estresse e osteoporose precoce.
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