SMS Goiânia - Secretaria Municipal de Saúde de Goiânia (GO) — Prova 2020
Na fisiopatologia da obesidade dita primária, podemos encontrar:
Obesidade primária → ↑ grelina (estimula apetite), ↑ leptina (resistência), ↓ POMC.
Na obesidade primária, apesar dos altos níveis de leptina (hormônio da saciedade), ocorre resistência à leptina. A grelina, um hormônio que estimula o apetite, tende a estar aumentada em algumas formas de obesidade ou em resposta à perda de peso, contribuindo para a dificuldade de manutenção do peso.
A obesidade é uma doença crônica multifatorial de prevalência crescente, com complexa fisiopatologia que envolve fatores genéticos, ambientais e hormonais. A obesidade primária, ou exógena, é a forma mais comum e resulta de um desequilíbrio entre a ingestão e o gasto energético, frequentemente associado a disfunções na regulação do apetite e do metabolismo. Compreender os mecanismos hormonais envolvidos é fundamental para o manejo e desenvolvimento de novas terapias. Hormônios como a leptina e a grelina desempenham papéis centrais na regulação do apetite e da saciedade. A leptina, produzida pelos adipócitos, sinaliza a quantidade de reservas energéticas ao hipotálamo, promovendo a saciedade e o aumento do gasto energético. Na obesidade primária, apesar dos níveis elevados de leptina, ocorre um fenômeno de "resistência à leptina", onde o cérebro não responde adequadamente ao sinal de saciedade, perpetuando a ingestão alimentar. Por outro lado, a grelina, produzida principalmente pelo estômago, é um potente estimulador do apetite (hormônio orexígeno). Embora seus níveis geralmente diminuam após a perda de peso (o que dificulta a manutenção), em alguns indivíduos obesos ou em certas condições, pode haver um aumento da grelina, contribuindo para a fome e o ganho de peso. A pró-opio-melanocortina (POMC) é um precursor de peptídeos anorexígenos (como o alfa-MSH) no hipotálamo, e sua atividade é frequentemente diminuída na obesidade. O neuropeptídeo Y (NPY) é um peptídeo orexígeno, e sua redução seria esperada em um contexto de saciedade, não de obesidade. Portanto, o aumento da grelina é uma alteração que pode ser encontrada na fisiopatologia da obesidade primária.
Na obesidade primária, os níveis de leptina estão geralmente aumentados, mas ocorre resistência à leptina. Isso impede a sinalização de saciedade ao cérebro, contribuindo para a manutenção do excesso de peso e a dificuldade de emagrecimento.
A grelina é um hormônio orexígeno, ou seja, estimula o apetite. Seus níveis aumentam antes das refeições e diminuem após. Na obesidade, pode estar aumentada ou ter sua regulação alterada, contribuindo para a sensação de fome.
O sistema POMC/NPY no hipotálamo é crucial para a regulação do peso. Neurônios POMC produzem alfa-MSH (anorexígeno), enquanto neurônios NPY produzem NPY (orexígeno). Na obesidade, pode haver disfunção nesse equilíbrio, favorecendo o ganho de peso.
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