HOB - Hospital Oftalmológico de Brasília (DF) — Prova 2021
A hipertensão portal provoca a alteração da pressão sanguínea na veia porta que transporta o sangue do intestino ao fígado e suas ramificações.A alternativa que apresenta CORRETAMENTE os fatores que podem causar a alteração da pressão sanguínea e que caracteriza a hipertensão focal é:
Hipertensão portal = ↑ volume sanguíneo portal + ↑ resistência ao fluxo hepático.
A hipertensão portal é caracterizada por um aumento da pressão na veia porta, resultante da combinação de um aumento do fluxo sanguíneo esplâncnico (hiperdinamia circulatória) e, principalmente, de uma resistência aumentada ao fluxo dentro do fígado, geralmente devido à cirrose.
A hipertensão portal é uma síndrome clínica grave caracterizada pelo aumento da pressão no sistema venoso portal, que drena o sangue do trato gastrointestinal, baço e pâncreas para o fígado. Sua epidemiologia está intimamente ligada à prevalência de doenças hepáticas crônicas, sendo a cirrose a causa mais comum globalmente. Compreender sua fisiopatologia é fundamental para o manejo das suas múltiplas complicações. A fisiopatologia da hipertensão portal envolve dois componentes principais: um aumento da resistência ao fluxo sanguíneo portal e um aumento do fluxo sanguíneo esplâncnico (estado de hiperdinamia circulatória). A resistência intra-hepática é predominantemente causada por alterações estruturais (fibrose, nódulos de regeneração) e dinâmicas (vasoconstrição sinusoidal). O aumento do fluxo esplâncnico é mediado por vasodilatação arterial esplâncnica, resultando em maior volume de sangue a ser drenado pelo sistema portal já resistente. O tratamento da hipertensão portal foca na prevenção e manejo de suas complicações, como sangramento de varizes esofágicas, ascite e encefalopatia hepática. Isso pode incluir o uso de betabloqueadores não seletivos para reduzir o fluxo portal, ligadura elástica de varizes, shunts portossistêmicos (TIPS) e, em casos avançados, transplante hepático. O prognóstico depende da gravidade da doença hepática subjacente e da eficácia no controle das complicações.
A hipertensão portal resulta da combinação de um aumento do fluxo sanguíneo na circulação esplâncnica (hiperdinamia) e de uma resistência aumentada ao fluxo de sangue dentro do fígado, sendo a cirrose a causa mais comum.
Na cirrose, a fibrose e a formação de nódulos de regeneração distorcem a arquitetura hepática, comprimindo os sinusoides e aumentando a resistência ao fluxo sanguíneo portal, elevando a pressão.
As principais complicações incluem varizes esofágicas com risco de sangramento, ascite, encefalopatia hepática e esplenomegalia com hiperesplenismo.
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