CMC - Fundação Centro Médico de Campinas (SP) — Prova 2021
A dor do veneno escorpiônico é a principal manifestação e ocorre imediatamente após. Sua intensidade é variável, sendo, às vezes, insuportável. Sendo correto que:
Veneno escorpiônico → ativa canais de sódio → despolarização nervosa → liberação maciça de neurotransmissores adrenérgicos e colinérgicos.
O veneno escorpiônico age ativando os canais de sódio nas terminações nervosas, levando à despolarização e liberação excessiva de neurotransmissores, o que explica a intensa dor e as manifestações sistêmicas adrenérgicas e colinérgicas.
O escorpionismo é um problema de saúde pública relevante em diversas regiões, especialmente no Brasil, onde espécies como o Tityus serrulatus são responsáveis por acidentes graves. A dor intensa no local da picada é a manifestação inicial e mais comum, mas a compreensão da fisiopatologia é crucial para o manejo adequado dos casos mais sérios. O mecanismo de ação do veneno escorpiônico envolve a interação com os canais de sódio voltagem-dependentes nas membranas das células nervosas. As toxinas do veneno ativam esses canais, prolongando sua abertura e promovendo uma despolarização persistente das terminações nervosas. Essa despolarização maciça leva à liberação excessiva de neurotransmissores em diversas partes do sistema nervoso. Especificamente, há uma liberação maciça de neurotransmissores adrenérgicos (como noradrenalina e adrenalina) e colinérgicos (como acetilcolina) nas sinapses do sistema nervoso autônomo, além de afetar terminações nervosas sensitivas e motoras. Essa descarga autonômica desregulada é responsável pelas manifestações sistêmicas graves do escorpionismo, como alterações cardiovasculares (taquicardia, hipertensão ou hipotensão, arritmias), pulmonares (edema agudo de pulmão), gastrointestinais (vômitos, diarreia) e neurológicas. O conhecimento desse mecanismo é fundamental para o diagnóstico e tratamento, incluindo o uso de soro antiescorpiônico em casos moderados a graves.
O veneno escorpiônico ativa canais de sódio nas terminações nervosas, causando despolarização e liberação maciça de neurotransmissores, o que resulta em dor intensa e outras manifestações.
O veneno afeta terminações nervosas sensitivas, motoras e do sistema nervoso autônomo, levando a uma ampla gama de sintomas devido à liberação de neurotransmissores adrenérgicos e colinérgicos.
O veneno escorpiônico provoca a liberação maciça tanto de neurotransmissores adrenérgicos (como noradrenalina) quanto colinérgicos (como acetilcolina), explicando as manifestações simpáticas e parassimpáticas.
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